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terça-feira, 2 de maio de 2017

EBÓ EXÚ PARA TRAZER DE VOLTA PESSOA SEQUESTRADA OU PRESA

EBÓ EXÚ PARA TRAZER DE VOLTA PESSOA SEQUESTRADA OU PRESA Material: 1 gaiola sem uso; 3 passarinhos; kilos de Canjica cozida 3 cabacinhas cortadas; mel; azeite de dendê; pinga; 1 peça de roupa da pessoa. Modo de fazer: Trate dos passarinhos em sua casa, por pelo menos 3 dias. Faça essa oferenda na mata, num local onde tenha terra. Antes de entrar na mata, você deve oferecer a Exú as três cabaças (uma com mel, a outra com dendê e a última com pinga). Fale em voz alta, dizendo o que veio fazer, e peça agô, a Exú, para entrar na mata. Feito isso, limpe o local onde você vai fazer a oferenda. Faça um círculo no chão para colocar a gaiola com os passarinhos. Coloque em cima da gaiola a peça de roupa da pessoa. Solte o primeiro passarinho, pedindo para Exú encontrar fulano de tal (pronunciar o nome completo). Solte o segundo pássaro, pedindo que a pessoa seja libertada. Quando soltar o último pássaro, peça que a pessoa venha a salvo até sua casa (fale em voz alta o endereço). Quebre a gaiola totalmente e cubra com bastante ebô , deixando-a no local. Assim que a pessoa retornar, ela deve usar a peça de roupa que você utilizou na oferenda. Obs.: Em agradecimento pelo regresso do ente querido, deve ser copado um Cabrito calçado para Exú.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

 ÈXÙ BARAKESAN

YEMANJA, OXUN OU QUALQUER ORIXÁ DA ÁGUA

Odedemim@hotmail.com

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 MATERIAL NECESSÁRIO 

 TABATINGA BRANCA
 7 MEDIDAS DE ÁGUA DE POÇO, DE ÁGUA DE CACHOEIRA E DA ÁGUA DE RIO, ÁGUA DE FONTE , DE PRAIA E DE CHUVA.
 TABATINGA VERMELHA
 LIMALHA DE COBRE E LIMALHA DE LATÃO AMARELO
 PÓ DE PRATA
 7 FOLHAS DE EXU E MAIS A FOLHA DE COMIGO NINGUÉM PODE
 RABICHO DE EXU
 PÓLVORA
 PÓ DE CHIFRE DE BOI
 7 NOTAS DE DINHEIRO ANTIGO
 CARVÃO VEGETAL
 AREIA DE 7  PRAIAS
 LIMALHAS DE AÇO, FERRO E CHUMBO
 PÓ DE OURO
 FOLHA DA FORTUNA
 DINHEIRO EM PENCA
 ARRUDA FÊMEA
 ENXOFRE EM PÓ
 3 FOLHAS DE JORNAL DO DIA COM BOAS NOTICIAS
 7 BÚZIOS
 UM PUNHADO DE CARBORETO
 CARVÃO MINERAL
 AZEITE DE DENDÊ FERVENDO
 1 VASO OU ALGUIDAR GRANDE PODE SER DE FERRO
 1 FERRAMENTA COM SIMBOLO DE EXÚ
 3 IDÉS DE FERRO
ANIMAIS PARA SACRIFÍCIO 
UM CABRITO CLARO
4 GALOS CLAROS (CALÇAR CABRITO)
BEBIDAS 
7 QUALIDADES DE BEBIDAS FORTES COMIDAS
7 PADÊS DIFERENTES

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MODO DE FAZER: 
MISTURAR A MASSA E ARMAR O ASSENTAMENTO:
 NO ALGUIDAR ARRUMAR A MASSA NA FORMA DE UM BUSTO, ORNAMENTAR COM BÚZIOS, OS OLHOS, NARIZ, BOCA E OUVIDOS.
 SECAR POR 3 DIAS E 3 NOITES NA CASA DE EXU
 SACRIFICAR OS ANIMAIS E JOGAR DENDÊ FERVENDO SOBRE O ASSENTAMENTO.
 PEGUE O OBI E JOGUE PARA VER SE A OFERTA AGRADOU AO EXÚ CONSEGUINDO UMA ALÁFIA ,BATA PAÓ E DEICHE ILUMINADO POR 7 DIAS.

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MS.Odédemim 
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original (Autoria: José Antonio Santana ( MS.Odédemim )). Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

ERVAS DE EXU

Amendoeira: Seus galhos são usados nos locais em que o homem exerce suas atividades lucrativas. Na medicina caseira, seus frutos são comestíveis, porém em grande quantidades causam diarréia de sangue. Das sementes fabrica-se o óleo de amêndoas, muito usado para fazer sabonetes por ter efeitos emolientes, além de amaciar a pele.

Amoreira: Planta que armazena fluidos negativos e os solta ao entardecer; é usada pelos sacerdotes no culto a Eguns. Na medicina caseira, é usada para debelar as inflamações da boca e garganta.

Angelim-amargoso: Muito usado em marcenaria, por tratar-se de madeira de lei. Nos rituais, suas folhas e flores são utilizadas nos abô dos filhos de Nanã, e as cascas são utilizadas em banhos fortes com a finalidade de destruir os fluidos negativos que possam haver, realizando um excelente descarrego nos filhos de Exu. A medicina caseira indica o pó de suas sementes contra vermes. Mas cuidado! Deve ser usada em doses pequenas.

Aroeira: Nos terreiros de Candomblé este vegetal pertence a Exu e tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos sacudimentos, nos banhos fortes de descarrego e nas purificações de pedras. É usada como adstringente na medicina caseira, apressa a cura de feridas e úlceras, e resolve casos de inflamações do aparelho genital. Também é de grande eficácia nas lavagens genitais.

Arrebenta Cavalo: No uso ritualístico esta erva é empregada em banhos fortes do pescoço para baixo, em hora aberta. É também usado em magias para atrair simpatia. Não é usada na medicina caseira.

Arruda: Planta aromática usada nos rituais porque Exu a indica contra maus fluidos e olho-grande. Suas folhas miúdas são aplicadas nos ebori, banhos de limpeza ou descarrego, o que é fácil de perceber, pois se o ambiente estiver realmente carregado a arruda morre. Ela é também usada como amuleto para proteger do mau-olhado. Seu uso restringe-se à Umbanda. Em seu uso caseiro é aplicada contra a verminose e reumatismos, além de seu sumo curar feridas.

Avelós - Figueira-do-diabo: Seu uso se restringe a purificação das pedras do orixá antes de serem levadas ao assentamento; é usada socada. A medicina caseira indica esta erva para combater úlceras e resolver tumores.

Azevinho: Muito utilizada na magia branca ou negra, ela é empregada nos pactos com entidades. Não é usada na medicina popular.

Bardana: Aplicada nos banhos fortes, para livrar o sacerdote das ondas negativas e eguns. O povo utiliza sua raiz cozida no tratamento de sarnas, tumores e doenças venéreas.

Beladona: Nas cerimônias litúrgicas só tem emprego nos sacudimentos domiciliares ou de locais onde o homem exerça atividades lucrativas. Trabalhos feitos com os galhos desta planta também provocam grande poder de atração. Pouco usada pelo povo devido ao alto princípio ativo que nela existe. Este princípio dilata a pupila e diminui as secreções sudorais, salivares, pancreáticas e lácteas.

Beldroega: Usada na purificação das pedras de Exu. O povo utiliza suas folhas, socadas, para apressar cicatrizações de feridas.

Brinco-de-princesa: É planta sagrada de Exu. Seu uso se restringe a banhos fortes para proteger os filhos deste orixá. Não possui uso popular.

Cabeça-de-nego: No ritual a rama é empregada nos banhos de limpeza e o bulbo nos banhos fortes de descarrego. Esta batata combate reumatismo, menstruações difíceis, flores brancas e inflamações vaginais e uterinas.

Cajueiro: Suas folhas são utilizadas pelo axogun para o sacrifício ritual de animais quadrúpedes. Em seu uso caseiro, ele combate corrimentos e flores brancas. Põe fim a diabetes. Cozinhar as cascas em um litro e meio de água por cinco minutos e depois fazer gargarejos, põe fim ao mau hálito.

Cana-de-açúcar: Suas folhas secas e bagaços são usadas em defumações para purificar o ambiente antes dos trabalhos ritualísticos, pois essa defumação destrói eguns. Não possui uso na medicina caseira.


Cardo-santo: Essa planta afugenta os males, propicia o aparecimento do perdido e faz cair os vermes do corpo dos animais. Na medicina caseira suas folhas são empregadas em oftalmias crônicas, enquanto as raízes e hastes são empregadas contra inflamações da bexiga.

Catingueira: É muito empregada nos banhos de descarrego. Seu sumo serve para fazer a purificação das pedras. Entretanto, não deve fazer parte do axé de Exu onde se depositam pequenos pedaços dos axé das aves ou bichos de quatro patas. Na medicina caseira ela é indicada para menstruações difíceis.


Cebola-cencém: Essa cebola é de Exu e nos rituais seu bulbo é usado para os sacudimentos domiciliares. É empregada da seguinte maneira : corta-se a cebola em pedaços miúdos e, sob os cânticos de Exu, espalha-se pelos cantos dos cômodos e embaixo dos móveis; a seguir, entoe o canto de Ogum e despache para Exu. Este trabalho auxilia na descoberta de falsidades e objetos perdidos. O povo utiliza suas folhas cozidas como emoliente.

Cunanã: Seu uso restringe-se aos banhos de descarrego e limpeza. Substituiu em parte, os sacrifícios a Exu. A medicina caseira indica os galhos novos desta planta para curar úlceras.

Erva-preá: Empregada nos banhos de limpeza, descarrego, sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo usa o chá desta erva como aromatizante e excitante. Banhos quentes deste chá melhoram as dores nas articulações, causadas pelo artritismo.

Facheiro-Preto: Aplicada somente nos banhos fortes de limpeza e descarrego. Na medicina caseira, ela é utilizada nas afecções renais e nas diarréias.

Fedegoso Crista-de-galo: Esta erva é utilizada em banhos fortes, de descarrego, pois é eficaz na destruição de Eguns e causadores de enfermidades e doenças. Seus galhos envolvem os ebó de defesa. Com flores e sementes desta planta é feito um pó, o qual é aplicado sobre as pessoas e em locais; é denominado "o pó que faz bem". Na medicina caseira atua com excelente regulador feminino. Além de agir com grande eficácia sobre erisipelas e males do fígado. É usada pelo povo, fazendo o chá com toda erva e bebendo a cada duas horas uma xícara.

Fedegoso: Misturada a outras ervas pertencentes a Exu, o fedegoso realiza os sacudimentos domiciliares. É de grande utilidade para limpar o solo onde foram riscados os pontos de Exu e locais de despacho pertencentes ao deus da liberdade.

Figo Benjamim: Erva usada na purificação de pedras ou ferramentas e na preparação do fetiche de Exu. É empregada também em banhos fortes nas pessoas obsediadas. No uso popular, suas folhas são cozidas para tratar feridas rebeldes e debelar o reumatismo.

Figo do Inferno: Somente as folhas pertencentes a este vegetal são de Exu. Na liturgia, ela é o ponto de concentração de Exu. Não possui uso na medicina popular.

Folha da Fortuna: É empregada em todas as obrigações de cabeça, em banhos de limpeza ou descarrego e nos abôs de quaisquer filhos-de-santo. Na medicina caseira é consagrada por sua eficácia, curando cortes, acelerando a cura nas cicatrizações, contusões e escoriações, usando as folhas socadas sobre os ferimentos. O suco desta erva, puro ou misturado ao leite, ameniza as conseqüências de tombos e quedas.

Juá - Juazeiro: É usada para complementar banhos fortes e raramente está incluída nos banhos de limpeza e descarrego. Seus galhos são usados para cobrir o ebó de defesa. A medicina caseira a indica nas doenças do peito, nos ferimentos e contusões, aplicando as cascas, por natureza, amargas.

Jurema Preta: Tanto na Umbanda quanto no Candomblé, a Jurema Preta é usada nos banhos de descarrego e nos ebó de defesa. O povo a indica no combate a úlceras e cancros, usando o chá das cascas.

Jurubeba: Utilizada em banhos preparatórios de filhos recolhidos ao ariaxé. Na medicina caseira, o chá de suas folhas e frutos propiciam um melhor funcionamento do baço e fígado. É poderoso desobstruente e tônico, além de prevenir e debelar hepatites. Banhos de assentos mornos com essa erva propiciam melhores às articulações das pernas.

Lanterna Chinesa: Utilizada em banhos fortes para descarregar os filhos atacados por eguns. Suas flores enfeitam a casa de Exu. Popularmente, é usada como adstringente e a infusão das flores é indicada para inflamação dos olhos.

Laranjeira do Mato: Seu uso se restringe a banhos fortes, de limpeza e descarrego. Na medicina caseira ela atua com grande eficácia sobre as cólicas abdominais e também menstruais.

Mamão Bravo: Planta utilizada nos banhos de limpeza, descarrego e nos banhos fortes. Além de ser muito empregada nos ebó de defesa, sendo substituída de três em três dias, porque o orixá exige que a erva esteja sempre nova. O povo a utiliza para curar feridas.

Maminha de Porca: Somente seus galhos são usados no ritual e em sacudimentos domiciliares. O povo a indica como restaurador orgânico e tonificador do organismo. Sua casca cozida tem grande eficácia sobre as mordeduras de cobra.

Mamona: Suas folhas servem como recipiente para arriar o ebó de Exu. Suas sementes socadas vão servir para purificar o otá de Exu. Não tem uso na medicina popular.

Mangue Cebola: No ritual, a cebola é usada nos sacudimentos domiciliares. Corte a cebola em pedaços miúdos e, entoando em voz alta o canto de Exu, a espalhe pela casa, nos cantos e sob os móveis. Na medicina caseira, a cebola do mangue esmagada cura feridas rebeldes.

Mangueira: É aplicada nos banhos fortes e nas obrigações de ori, misturada com aroeira, pinhão-roxo, cajueiro e vassourinha-de-relógio, do pescoço para baixo. Ao terminar, vista uma roupa limpa. As folhas servem para cobrir o terreiro em dias de abaçá. Na medicina caseira é indicada para debelar diarréias rebeldes e asma. O cozimento das folhas, em lavagens vaginais, põe fim ao corrimento.

Manjerioba: Utilizada nos banhos fortes, nos descarregos, nas limpezas pessoais e domiciliares e nos sacudimentos pessoais, sempre do pescoço para baixo. O povo a indica como regulador menstrual, beneficiando os órgãos genitais. Utiliza-se o chá em cozimento.

Maria Mole: Aplicada nos banhos de limpeza e descarrego, muito procurada para sacudimentos domiciliares. O povo a indica em cozimento nas dispepsias e como excelente adstringente.

Mata Cabras: Muito utilizado para afugentar eguns e destruir larvas astrais. As pessoas que a usam não devem tocá-la sem cobrir as mãos com pano ou papel, para depois despachá-la na encruzilhada. O povo indica o cozimento de suas folhas e caules para tirar dores dos pés e pernas, com banho morno.

Mata Pasto: Seus galhos são muito utilizados nos banhos de limpeza, descarrego, nos sacudimentos pessoais e domiciliares. O povo a indica contra febres malignas e incômodos digestivos.

Mussambê de Cinco Folhas: Obs.: Sejam eles de sete, cinco, ou três folhas, todos possuem o mesmo efeito, tanto nos trabalhos rituais, quanto na medicina caseira. Esta erva é utilizada por seus efeitos positivos e por serem bem aceitas por Exu no ritual de boas vindas. Na medicina caseira é excelente para curar feridas.

Ora-pro-nobis: É erva integrante do banho forte. Usada nos banhos de descarrego e limpeza. É destruidora de eguns e larvas negativas, além de entrar nos assentamentos dos mensageiros Exus. No uso caseiro, suas folhas atuam como emolientes.

Palmeira Africana: Suas folhas são aplicadas nos banhos de descarrego ou de limpeza. Não possui uso na medicina caseira.

Pau D’alho: Os galhos dessa erva são utilizados nos sacudimentos domiciliares e em banhos fortes, feitos nas encruzilhadas, misturadas com aroeira, pinhão branco ou roxo. Na encruzilhada em que tomar o banho, arrie um mi-ami-ami, oferecido a Exu, de preferência em uma encruzilhada tranqüila. Na medicina caseira ela é usada para exterminar abscessos e tumores. Usa-se socando bem as folhas e colocando-as sobre os tumores. O cozimento de suas folhas, em banhos quentes e demorados, é excelente para o reumatismo e hemorróidas.

Picão da Praia: Não possui uso ritualístico. A medicina caseira o indica como diurético e de grande eficácia nos males da bexiga. Para isso utilize-o sob a forma de chá.

Pimenta Darda: "Aplicada em banhos fortes e nos assentamentos de Exu. Na medicina caseira, suas sementes em infusão são anti-helmínticas, destruindo até ameba.

Pinhão Branco: Aplicada em banhos fortes misturadas com aroeira. Esta planta possui o grande valor de quebrar encantos e em algumas ocasiões substitui o sacrifício de Exu. Suas sementes são usadas pelo povo como purgativo. O leite encontrado por dentro dos galhos é de grande eficácia colocado sobre a erisipela. Porém, deve-se Ter cuidado, pois esse leite contém uma terrível nódoa que inutiliza as roupas.

Pinhão Coral: Erva integrante nos banhos fortes e usadas nos de limpeza e descarrego e nos ebó de defesa. Na medicina caseira o pinhão coral trata feridas rebeldes e úlceras malignas.

Pinhão Roxo: No ritual tem as mesmas aplicações descritas para o pinhão branco. É poderoso nos banhos de limpeza e descarrego, e também nos sacudimentos domiciliares, usando-se os galhos. Não possui uso na medicina popular.


Pixirica - Tapixirica: No ritual faz parte do axé de Exu e Egun. Dela se faz um excelente pó de mudança que propicia a solução de problemas. O pó feito de suas folhas é usado na magia maléfica. Na medicina caseira ela é indicada para as palpitações do coração, para a melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças das vias urinárias.

Quixambeira: É aplicada em banhos de descarrego e limpeza para a destruição de eguns e ao pé desta planta são arriadas obrigações a Exu e a Egun. Na medicina caseira, com suas cascas em cozimento, atua como energético adstringente. Lavando as feridas, ela apressa a cicatrização.

Tajujá - Tayuya: É usada em banhos fortes, de limpeza ou descarrego. A rama do tajujá é utilizada para circundar o ebó de defesa. O povo a indica como forte purgativo.

Tamiaranga: É destinada aos banhos fortes, banhos de descarrego e limpeza. É usada nos ebó de defesa. O povo a indica para tratar úlceras e feridas malignas.

Tintureira: Utilizada nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. Bem próximo ao seu tronco são arriadas as obrigações destinadas a Exu. O povo utiliza o cozimento de suas folhas como um energético desinflamatório.

Tiririca: Esta plantinha de escasso crescimento apresenta umas pequeninas batatas aromáticas. Estas são levadas ao fogo e, em seguida, reduzida a pó, o qual funciona como pó de mudança no ritual. Serve para desocupar casas e, colocadas embaixo da língua, desodoriza o hálito e afasta eguns.

Urtiga Branca: É empregada nos banhos fortes, nos de descarrego e limpeza e nos ebó de defesa. Faz parte nos assentamentos. O povo a indica contra as hemorragias pulmonares e brônquicas.

Urtiga Vermelha: Participa em quase todas as preparações do ritual, pois entra nos banhos fortes, de descarrego e limpeza. É axé dos assentamentos de Exu e utilizada nos ebó de defesa. Esta planta socada e reduzida a pó, produz um pó benfazejo. O povo indica o cozimento das raízes e folhas em chá como diurético.

Vassourinha de Botão: Muito empregada nos sacudimentos pessoais e domiciliares. Não possui uso na medicina popular.

Vassourinha de Relógio: Ela somente participa nos sacudimentos domiciliares. Não possui uso na medicina caseira.

Xiquexique: Participa nos banhos fortes, de limpeza ou descarrego. São axé nos assentamentos de Exu e circundam os ebó de defesa. O povo indica esta erva para os males dos rins.

terça-feira, 12 de julho de 2011

ASSENTAMENTO DE ÈXÙ GERÍ

                                                            ÈXÙ GERÍ
                           ( OYA, OMOLU, OBALUAIYE, NANÃ, E OXUMARE)
MATERIAL NECESSÁRIO
n  BARRO DE ENCRUZILHADA
n  ÁGUA DE POÇO
n  FARINHA TORRADA
n  TABATINGA VERMELHA
n  WAJI
n  OSSO DE CABRITO DO TERREIRO
n  PÓ DE AÇO
n  IODO
n  CARVÃO MINERAL
n  EFUN
n  ENXOFRE EM PÓ
n  PIMENTA DO REINO BRANCA
n  BAMBU RALADO
n  TERRA DE MATA
n  MOEDAS
n  ÁGUA DE CHUVA
n  ÁGUA DE RIO
n  AZEITE DE DENDE
n  TABATINGA BRANCA
n  OSUN
n  CRAVO DE FERRO
n  AZOUGUE
n  CARVÃO VEGETAL EM PÓ
n  7 FOLHAS DE EXU
n  1 FAVA DE ATARE
n  3 FOLHAS DE OYA: FOLHA DE FOGO, ERVA PRATA E ESPADA DE OYA.
n  9 FOLHAS DE AKOKO
n  TERRA DE 3 ENCRUZILHADAS
n  21 BÚZIOS

ANIMAIS PARA O SACRIFÍCIO
n  1 CABRITO
n  4 GALOS VERMELHOS
n  1 GALINHA DA ANGOLA
n  1 POMBO CINZA

BEBIDAS
n  TODAS AS BEBIDAS FORTES

COMIDAS

n  DIVERSOS TIPOS DE PADE

MODO DE FAZER : AS TABATINGAS SÃO MISTURADAS, ACRESCENTANDO-SE O RESTANTE DO MATERIAL INCLUSIVE OSSO DO CABRITO QUEBRADO. ARMAÇÃO DO AJOBÓ; DEPOIS DA MASSA PRONTA, MOLDA-SE O VULTO E DEIXA-SE SECAR POR 7 DIAS NA CASA DE EXU. DEPOIS FAZ-SE OS SACRIFÍCIOS.




ASSENTAMENTO DE ÈXÙ OLÁ

                                                                            ÈXÙ OLÁ
                      ( OXUN IPONDÁ, OPARÁ, AJAGURÁ, OMINIBU, KARE, IBEJI) 

MATERIAL NECESSÁRIO
n  TERRA DO LOCAL DO ASSENTAMENTO
n  TERRA DA MARGEM DO RIO
n  ÁGUA DE CACHOEIRA
n  RESPA DE ASSENTAMENTO DE EXU
n  TABATINGA VERMELHA
n  12 OVOS DE GALINHA
n  MORIM AMARELO
n  LATÃO AMARELO
n  AZEITE DE DENDE
n  TERRA DE 3 ENCRUZILHADAS
n  BÚZIOS MOIDOS
n  ARIDAN RALADO
n  ÁGUA DE CHUVA
n  EFUN
n  MEL DE ABELHA
n  ALGUIDAR REVESTIDO DE METAL AMARELO
n  7 FOLHAS DE EXU
n  FARINHA TORRADA COM AÇUCAR VASCAVO OU CRESTAL
n  PAPEL VEGETAL
n  CERA DE ABELHA
n  MIEDAS CORRENTES
n  OBI
n  2 ALGUIDARES COMUNS
n  AREIA DO FUNDO DO RIO
n  CONCHAS
n  IKODIDE
n  TABATINGA BRANCA
n  ORI
n  5 OVOS PATA
n  BRONZE
n  OURO
n  AZEITE DOCE
n  FAVA DE IFA
n  21 BÚZIOS INTEIROS
n  FAVAS DE OXUN
n  ÁGUA DE POÇO
n  OSUN
n  2 CONCHAS GRANDES
n  AZOUGUE
n  5 FOLHAS DE OXUN
n  PLACENTA HUMANA
n  ÁGUA DE CÔCO
n  3 CÔCOS SECOS
n  GRAFITE OU CARVÃO EM PÓ
n  MOEDAS ANTIGAS
n  CACHAÇA
n  VINHO BRANCO

ANIMAIS PARA SACRIFÍCIO
n  1 GALINHA DA ANGOLA
n  1 GALO BRANCO
n  1 PATA CLARA
n  1 GALINHA DA ANGOLA
n  1 POMBO BRANCO

BEBIDAS
n  ÁGUA DE CÔCO
n  VINHO BRANCO
n  MELADO COM ANIZ
n  ALUÁ
n  ÁGUA DE POÇO
n  CALDO DE CANA
n  VINHO MOSCATEL
n  MEL
n  AZEITE DE DENDE
n  VINHO BRANCO COM SUMO DE ORIRIPEPE
n  GIM
n  ÁGUA DE FLOR DE LARANJEIRA

COMIDAS
n  PADE DE ARIDAN RALADO
n  PADE DE OSUN
n  PADE DE MEL DE ABELHA COM ÁGUA DE FLOR DE LARAJEIRA
n  MELAÇO
n  IPETE
n  BANANA OURO AMASSADA COM MEL
n  ROLETE DE CANA
n  AKASÁ BRANCO, AMARELO, GEMA E CÔCO.

MODO DE FAZER
n  PRIMEIRA ETAPA :  BURACO ONDE VAI FICAR O ASSENTAMENTO, É LAVADO COM ÁGUA DE CÔCO ( 3 CÔCOS). APÓS LAVAR EÉ FEITO UM BURACO COM UM PALMO E MEIO DE FROFUNDIDADE, UNS 35 CENTÍMETROS, E TAMBÉM SE COLOCA ÁGUA DE CÔCO.  NUM DESSES CÔCOS  FAZ-SE UM BURACO E ENFIA-SE O PAPEL VEGETAL COM OS PEDIDOS ESCRITOS PELA PESSOA COM GRAFITE, OU CARVÃO E EMBEBIDO NO MEL. DEPOIS É VEDADO COM CERA DE ABELHA.  ESTE CÕCO FICA DENTRO DO BURACO JUNTO JUNTO COM MOEDAS CORRENTES E ANTIGAS, O QUE VAI COBRIR ESTE BURACO É UM PANO ANARELO REDONDO COM 16 BÚZIOS ABERTOS EM VOLTA.
n  SEGUNDA ETAPA : MISTURAR AS TABATINGAS, AS TERRAS, 6 GEMAS DE OVOS SENDO 3 DE GALINHA E 3 DE PATA. AS CONCHAS E OS BÚZIOS, TRITURADOS E TORRADOS, OS DEMAIS ELEMENTOS E ALGUMAS MOEDAS.
n  TERCEIRA ETAPA : APÓS A FORMAÇÃO DO VULTO NO ALGUIDAR FORRADO DE LATÃO AMARELO, É POSTO PARA SECAR POR 5 A 6 DIAS NA CASA EXU. EM SEGUIDA A SECAGEM DERRAMAR SOBRE ESTE A NISTURA FEITA COM VINHO BRANCO, AZEITE DE DENDE, E MEL, SEGUINDO-SE, ENTÃO, O SACRIFÍCIO ANIMAL. O IKODIDE É COLOCADO NA ALTURA DA CABEÇA DO EXU OLÁ.
n  QUARTA ETAPA : AJOBÓ. NUM ALGUIDAR AO LADO FICAM DOIS ALGUIDARES UNTADOS COM MEL DE FLOR DE LARANJEIRA, SENDO QUE CADA UM CONTÉM UMA CONCHA GRANDE UNTADA COM ORI E CHEIA DE VINHO BRANCO E A OUTRA COM MOEDAS. O OBÍ É MANTIDO DENTRO DE UM ALGUIDAR COM MEL E ÁGUA DE POÇO. OS AXÉ DOS ANIMAIS SÃO COZIDOS NO AZEITE DE DENDE, AZEITE DOCE, MEL E ORI MISTURADOS. DOS ANIMAIS É FEITO SAARÁ. MANTER SEMPRE UM POUCO DE SAL PRÓXIMO AO ASSENTAMENTO. AS COMIDAS E BEBIDAS SÃO ARRIADAS EM 7 KOLOBOS, SEMANALMENTE, ALTERNADAMENTE.     


segunda-feira, 11 de julho de 2011

LENDAS AFRO E BRASILEIRA "" EXÚ - 02 ""

Exú era filho de Orunmilá, o orixá oracular. O menino Exú tinha fome e começou a devorar tudo que estava a sua frente. Chegou a devorar a própria mãe e foi em direção ao pai. Orunmilá, então, pegou uma espada e foi em direção a Exú, que comecou a correr. Correram pelos nove Orum, a morada dos Deuses, e toda vez que Orunmilá o alcançava, cortava Exú em duzentos e um pedaços, ou seja, em milhares de pedaços incontáveis, que se transformaram em outros Exús. Finalmente fizeram um pacto segundo o qual Exú seria o mensageiro de Orunmilá desde que fosse louvado em primeiro lugar. Este mito ensina que Exú, apesar de ser um, está em todo lugar e em todos os seres. A palavra Exú (em iorubá, Èsù) pode ser traduzida como esfera. O simbolismo do círculo é muito antigo e encontrado em várias culturas: ele representa o infinito, o que não tem começo nem fim e está em todos os lugares… Como se vê, Exú é a base sobre a qual se constrói o edifício filosófico-religioso iorubano. Sem ele, não há como chegar aos outros Orixás; sem ele, não há como chegar ao Deus Supremo, Olorum.
Exú também tem os seguintes epítetos ou atributos: Exú Lonan, o Senhor dos Caminhos; Exú Osije-Ebo, o Mensageiro Divino, Exú Bará, o Senhor (do movimento) do Corpo; Exú Odara, Senhor da Felicidade; Exú Eleru, o Senhor da Obrigação Ritual; Exú Yangi, o Senhor da Laterita Vermelha; Exú Elegbara, o Senhor do Poder da Transmutação; Exú Agba, aquele que é o ancestral; Exú Inã, o Senhor do Fogo.

Um mito muito significativo conta que todos temiam Exú e não havia ninguém corajoso o suficiente que ousasse enfrentá-lo. Ao saber disso, Icú, a Morte, enviou-lhe uma mensagem para que se enfrentassem num duelo. Exú foi a seu amigo Ifá e contou-lhe sobre o desafio. Ifá disse que ninguém podia com a Morte; Exú respondeu que ninguém podia com ele ! Quando o dia marcado chegou foi aquele alvoroço. Todos correram para ver o duelo. Exú bradou seu grito de guerra e foi de encontro a Icú. Embora Exú fosse um lutador forte e habilidoso, Icú era rápido e ágil. Finalmente ele tomou o porrete de Exú e, quando o ergueu para matá-lo, Ifá interveio e tomou-lhe o porrete. Desde então, os homens dizem que Icú, a Morte, é invencível. Esse mito ensina que embora Exú não possa derrotar a Morte, ele é a afirmação da vida.


domingo, 10 de julho de 2011

ASSENTAMENTO DE ÈXÙ OBI E ABEWIN

                                          ÈXÙ OBI E ABEWIN

                                          ( PARA QUALQUER ORIXA)
MATERIAL NECESSÁRIO
n  FERRAMENTA
n  TABATINGA VERMELHA
n  21 BÚZIOS
n  21 OVOS CRUS
n  OBI
n  2 ALGUIDARES
n  21 MOEDAS CORRENTES
n  TABARINGA BRANCA
n  AZEITE DE DENDE
n  SAL MARINHO
n  21 BANANAS D´AGUA
n  ÁGUA DO MAR
n  ÁGUA DE CACHOEIRA
n  ÁGUA DO RIO
ANIMAIS PARA SACRIFÍCIO
n  UM CABRITO CLARO
n  4 GALOS CLAROS
n  4 GALINHAS BRANCAS
BEBIDAS
n  TODAS AS BEBIDAS FORTES
n  ÁGUA
n  ÁGUA DE CÔCO
COMIDAS
n  PADES EM GERAL
MODO DE FAZER: MISTURAR AS TABATINGAS . ARMAR O AJOBÓ:
n  OS CHIFRES DO QUADRÚPEDE SÃO COLOCADOS AO LADO DO ASSENTAMENTO COM AZEITE DE DENDE E CACHAÇA
n  O OBÍ É PARTIDO E FICA NO MEIO DO ASSENTAMENTO
n  AS  BANANAS SÃO DESCASCADAS E COLOCADAS SOBRE O ASSENTAMENTO, OS OVOS TAMBÉM SÃO COLOCADOS SOBRE O ASSENTAMENTO
n  AS MOEDAS TAMBÉM FICAM NO ASSENTAMENTO, DENTRO DA MASSA E TAMBÉM NO FUNDO DO ALGUIDAR
n  OS AXÉ DOS ANIMAIS SÃO CRUS COM AZEITE DE DENDE E UM POUCO  DE SAL
n  OS CORPOS DOS ANIMAIS SÃO USADOS PARA SAARÁ