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sábado, 3 de dezembro de 2016

SIGNIFICADO E INTERPRETAÇÃO OFUN MEJI.


Ofun Meji é o 10º Odu no jogo de búzios e o 16º na ordem de chegada do sistema de Ifa onde é conhecido pelo mesmo nome.
Responde com 10 (dez) búzios abertos.
Em Ifa é conhecido entre os Fon (jeje) como “Fu Meji”, “Ofun Meji”ou “Ofu Meji”. Os nagôs o chamam também, de “Ofun Meji”, “Làgun Meji” (Lagun significando mistério), “Oji Ofu” por eufonia, “Hekpa”ou “Baba Hekpa”por eufêmica (reza, prece), “Ologbo” (misterioso e maléfico por haver cometido um incesto – Lo).
Em yoruba “Fun” significa doar, dar; “funfun” significa branco e este odu representa esta cor, enquanto que “Ofu” significa perda, prejuízo. A palavra “fu” transmite a idéia de limpar soprando, como quando se assoprar um objeto ou superfície qualquer para retirar a poeira ali depositada.
Sua representação indicial em Ifa é:
* * * *
* *
* * * *
* *
Ofun Meji é um Odu composto pelos Elementos Água sobre Água, o que indica uma ajuda constante e pronta a apoiar o esforço que a invocar, sem obstáculos a serem vencidos ou confrontados.
Sua cor é o branco. É um Odu feminino, representado esotericamente por um Ovo onde se inscreve a direita,
verticalmente, doze pontos em pares superpostos e a esquerda, quatro traços horizontais superpostos. O ovo representa o próprio Ofun Meji, envolvendo todos os outros Odu e a sí próprio. Os quatro traços representam Ogbe Meji, Oyeku Meji, Iwori Meji e Odi Meji, a vida e a morte, o oculto e o revelado. Os doze pontos representam os demais Odu. “Inclusive o próprio Ofun Meji”.
Ofun é a mãe de Ogbe, Pai de todos os demais Odu. Segundo a opinião de alguns advinhos, Ofun Meji é também pai de Ogbe e possui os dois sexos, sendo, portanto, hermafrodita. Ogbe, sendo o seu filho mais velho, reina sobre os demais.
Ofun Meji é portador de um Ló (mistério) de que seria na realidade, o incesto praticado com seu filho Ose Meji. Em decorrência disto, todos os segredos e mistérios são regidos por Ofun que conhecendo o segredo da morte, possui o dom de ressuscitar os mortos.
Ofun Meji representa a grande Mãe e o principio maternal. Sendo a mãe de todos os Odu, e também de toda a criação, não tendo domínio somente sobre o ar, que após haver criado, libertou Ejiogbe que passou a dominá-lo.
Depois de Ejiogbe, Ofun Meji engendrou os demais Odu, possuindo assim o mundo, onde cada Odu criou e simboliza uma parte, sempre sob as ordens e leis estabelecidas por Ofun.
Este Odu rege Homens e mulheres indiscriminadamente, são um signo ligado as Kennesi (*), as aves e a feitiçaria são provenientes dele.
Suas atribuições são tantas que é impossível enumerá-las, assim como é impossível enumerar tudo o que está sob seu domínio.
Para que se tenha uma idéia, podemos afirmar que sob sua custódia, estão todas as coisas que as movem e tudo o que é branco, como por exemplo, os albinos, os cavalos brancos e as pessoas demasiadamente velhas.
Ofun reclama em seus sacrifícios, tudo em numero de dezesseis. Comanda juntamente com Osa e Irosun, as regras femininas. Este Odu é tão perigoso que a maioria dos advinhos omite seu nome diante de profanos preferindo dizer “Hekpa Baba” (Baba, significa papai e Hekpa é uma exclamação que exprime pavor).
Sempre que um advinho encontra este signo costuma dizer: Ló ou Eró, palavras que transmitem, ao mesmo tempo, a idéia de proibição, pecado e mistério: em seguida sopra três vezes sobre as palmas das suas mãos, como se elas contivessem um pó. Este procedimento tem por finalidade afastar a negatividade que acompanha Ofun. Os naturais deste Odu são pessoas fadadas a viverem muitos e muitos anos, conhecendo o sucesso e a realização plena
no decorrer de suas vidas. Adquirem bens materiais somente depois de meia idade, quando se encontram e se realizam espiritualmente, na medida em que se descobrem interiormente.
SAUDAÇÕES DE OFUN MEJI:
Em Fon: Mikan Fu meji Hekpa!
Ku kpodo ku yi le kpa.
Gbe kpodo Gbe yi le kpo.
Azon kpodo Azon yi le kpã
Guda Fligbe, wa yi sa nu mi!.
Kla Sa magba hwe do ta nu mio!
Di Fun, ku hun xu kon.
Se Tura do le do.
Le gbogbo do.
Kpoli agba no je agba ton gudo bo!
Je agba ton nukon!
Dunon Dunon emi yro le leo,
Emi hwele si ye!
Tradução: Saudemos a Ofun Meji, Hekpa! Morte e filhos da Morte, Vida e filhos da Vida. Doenças e filhos da Doença Ogunda Gbe, venha trazer asé ao meu sacrifício! Okanran Ba, que nunca falte um teto sobre minha cabeça! Osetura, isto é para você e também para Ile, a Terra, não importando a quem esteja endereçado sobre a Terra! Signo a quem pertença este sacrifica que possas demorar-te adiante e atrás dele.
Odu, Odu que eu invoquei, eu lhe ofereço água (dito isto se coloca farinha de akása diluída em água sobre o sacrifício ofertado).
Terminada a oferta, uma ultima prece é feita para que seja aceito:
Adra mi do kpe,
Adra we nmi ku-non!
Ku mi do Kpe!
Pe zuzon non se do mon a
E se we do fi-de, hun yi fi lo.
Tradução:
Adra, nós te reverenciamos,
Adra, Senhor da Morte!
Nos te reverenciamos, Iku!
O pássaro que voa não pode tocar aquele cuja cabeça esta protegida.
O perigo não se aproxima daquele que recebeu o Asé.
Se alguém te pede para ir a qualquer parte, você faz com que vá.
(esta ultima frase se endereça ao sacrifício).
Obs.: A segunda parte desta saudação é utilizada somente por ocasião do oferecimento de sacrifícios determinados por Ofun Meji e deve ser recitada sempre, depois de recitadas a primeira parte.
Prece de Ofun Meji (Yoruba):
Orunmila odye mondoye odimala mondimala
Bimala makade awontanimon awondadewe tedimale
Awo n lale awo ti wo n’fo wo kansusu dagba omosoko
Alaba ti n belode Ife awonimon odoyeee mandoyeee
Odimalan mondilmanlan Orunmila oni n’ma olo jagba awa
Do pitan majeta kokpawa Ifá dopitan majetan kokpawa.
Tradução; (Desconhecida)
OFUN MEJI EM IRE:
Quando em Ire Ofun Meji pode indicar, principalmente: Aquisição, riqueza, longevidade, aumento de recursos materiais, aumento de energias físicas e espirituais, credibilidade, segurança, sucesso.
OFUN MEJI EM OSOGBO:
Em Osogbo, este Odu pode indicar: Avareza, obsessão em acumular riqueza, traição, desmoralização, perda do respeito público. Em Osogbo arun indica problemas circulatórios, má circulação, obesidade, apoplexia, abortos, extirpação do útero e do ovário, cirurgias abdominais.
Neste Odu falam as seguintes Divindades:
Orisa: Obatala, Oduduwa, Baba Egun, Iroko e Kposu, (falam todos os Funfun).
INTERDIÇÕES DE OFUN MEJI:
Ofun Meji proíbe aos seus filhos: Beber vinho de palma (emu); peneirar farinha, soprar o fogo, quer seja para apagá-lo, quer para atiçá-lo; usar roupas ou objetos vermelhos; comer galo, porco, crocodilo, elefante e cobra, assim como todos os alimentos que são oferecidos a Dãn e a Nanã. O consumo do sorgo de casca vermelha é também uma de suas interdições.
Estas pessoas devem usar exclusivamente roupas brancas ou de tonalidades muito claras, não podem andar sujas ou em ambientes sujos.
SENTENÇAS DE OFUN MEJI:
(1) Os rios secam, mas Lo-To (*) não seca jamais.
(O consulente viverá por muito tempo e será bem sucedido, mas, deverá permanecer em vigilância constante para não ser prejudicado pela influência de Ose Meji).
(*) Água misteriosa do mar.
(2) Ofun Meji! Nada poderá deter o filho do incesto diante do segredo.
(O cliente está livre de morrer acidentalmente).
(3) O sabão se dissolve sobre a cabeça e desaparece, mas a cabeça continua no mesmo lugar.
(O consulente conhecerá a velhice).
(4) O dinheiro é uma coisa do destino, os tecidos são coisas do destino, os metais são coisas do destino. As roupas são como as pessoas, as pessoas são como as roupas. O homem necessita de roupas para ser admitido na casa de Deus (*)
(Mesmo sentido da sentença anterior).
(*) O fato de morrer nú, constitui-se um ló - quebra de um tabu.
(5) O rato vermelho glenzin diz: “Eu faço meu ninho em todas as casas, em todos os buracos, em todos os armazéns. No dia em que o lavrador recolher os seus grãos, será a minha morte”.
(O consulente penará muito para conseguir o que deseja e, logo depois de conseguir, morrerá).
Ebó: Com uma porção de terra recolhida num armazém ou celeiro, misturada há um pouco de água, o advinho modela um boneco (vokogbe-to), sacrifica sobre ele duas galinhas e um cabrito. Coloca tudo dentro de uma cabaça e enterra no armazém ou celeiro. Isto evita que a previsão da sentença venha a ocorrer.
oloje iku ike obarainan

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PANTEÃO DOS ORIXAS


Na mitologia, há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun ("céu") e os segundos da Aiye ("Terra").
Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô).
  • Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
  • Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia, deus da sobrevivência.
  • Oxóssi, orixá da caça e da fartura.
  • Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca.
  • Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.
  • Ayrà, usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô.
  • Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura.
  • Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o dono das Cobras e das transformações.
  • Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas. Junto com Oxóssi, protege as matas e animais.
  • Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos e tempestades. Também é a orixá das paixões.
  • Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, deusa das riquizas materias e espirituiais, dona do amor e da beleza, protege bebês e recém-nascidos.
  • Iemanjá, orixá feminino dos mares e limpeza, mãe de muitos orixás. Dona da fertilidade feminina e do psicológico dos seres humanos.
  • Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte. Protege idosos e desabrigados. Também dona da chuva e da lama. É mãe de Obaluaiê e junto com ele, dona das doenças cancerígenas. Mais velha orixá do panteão africano.
  • Yewá, orixá feminino do Rio Yewa. Protetora das moças virgens e dona da vidência.
  • Obá, orixá feminino do Rio Oba. Dona da guerra e das águas.
  • Axabó, orixá feminino e pouco conhecido, é da família de Xangô.
  • Ibeji, orixás crianças, são gêmeos, e protegem as criancinhas.
  • Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil).
  • Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás.
  • Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira.
  • Omulu, Orixá da morte.
  • Onilé, orixá do culto de Egungun.
  • Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado.
  • Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé.
  • OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.
  • Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun.
  • Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba.
  • Oranian, orixá filho mais novo de Odudua.
  • Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká.
  • Olokun, orixá divindade do mar.
  • Olossá, orixá feminino dos lagos e lagoas.
  • Oxalufan, qualidade de Oxalá velho e sábio.
  • Oxaguian, qualidade de Oxalá jovem e guerreiro.
  • Orixá Oko, orixá da agricultura.

EBORA OYA


 

Oya não nos queime com o fogo que sai das tuas mãos

 

 

 

Faça-nos socialmente importante

Que não caiamos no vazio

Faça-nos progredir em nosso trabalho

Que nosso procedimento não ofenda os seres humanos

Dai-nos muito dinheiro

Oya, não nos obrigue a fugir para a floresta,

Não nos obrigue a afastarmos da sociedade

Leva-nos de encontro à boa sorte

Dai-nos grande ase

Oya, você que pode rejuvenescer o velho

Faça-nos rejuvenescer

Para que tenhamos sempre a aparência do dia

Que todos os seres-humanos se alegrem conosco

Que todos os iniciados tenham sempre muito dinheiro

Que consigamos muito trabalho

Quando chegar a sua festa anual,

que todos possamos estar reunidos assim como estamos hoje

Para que seus sacrifícios sejam feitos com alegria

 

 

 

Que os iniciados não percam filhos  

 

 

 

Que os iniciados não percam suas esposas e maridos

Dinheiro, filhos, respeito, sucesso, saúde,

que disto nossas casas sempre estejam repletas

Que em tudo o que quisermos fazer, sejamos bem sucedidos.

Eepa Oya, não lance sua ira contra nos.

Àsé

OYA

"ORI O! ORI OYA,

MO GBE DE. OYA MESAN, MESAN, MESAN.

OYA ORIRI, O, O, O.

OYA MESAN,

A JI LODA ORISA.

ORI O

ORI OL' OYA,

MO GBE DE.

ORI MI!

ORI OYA , MO GBE DE."

"O ORI do iniciado,

O ORI daquele que é iniciado em OYA está aqui.

OYA , que se desdobra em nove partes.

OYA , a grande mulher, charmosa e elegante.

OYA , que se desdobra em nove partes.

ORISA que usa a espada ao acordar.

 

 

 

O ORI do iniciado, 

 

 

 

O ORI daquele que é iniciado em OYA está aqui.

Meu ORI.

O ORI daquele que é iniciado em OYA está aqui."

Transcrevemos acima orin (cantiga) de OYA, citado pelo Prof. Sikiru Salami em seu livro "A mitologia dos Orisa africanos". Nesta cantiga está presente a associação entre OYA e ORI. Esta associação nós encontramos, com grande frequência, em muitos Oriki (saudações) e Adura (rezas) do EBORA OYA.

Ela é chamada muitas vezes de "OYA, a tun ORI eni ti ko sunwon
se", ou seja, "OYA, aquela que melhora o mau
ORI". Diz-se também, "Mo b' OYA wa. Mo m' ase OYA b' ORI. ORI mi gba
're", significando, "Estou com OYA. Estou com o asé de OYA em meu ORI. Meu ORI recebeu
sorte".

Assim, falar do EBORA OYA traz consigo a questão dessa relação e de que papel o EBORA exerce no processo de "melhoria" do ORI ou de "reorganização" de um ORI em disfunção com a vida e suas relações.

Parece-nos que este rearranjo ocorre através de um processo de arejamento que reorganiza, que forma uma nova ordem, que limpa, que torna belo, que "ilumina" o ORI, nos permitindo dizer ao EBORA OYA,
"Se wa l' oge o. ORI mi, ba mi se o! ORI mi, ba mi se e
e!", ou seja, "Faça-nos belos. Meu ORI, me ajude! Meu ORI, me
ajude!". Ou ainda :

"KI LE NFI OYA PE?

OYA O,

OYA ALASE, OYA.

OYA RE O,

OYA ALASE, OYA.

OYA A TORI ENI TI KO SUNWON SE,

OYA MA RE,

OYA ALASE O, OYA."

"Quem vocês pensam que OYA é?

Oh, OYA!

OYA, que possui o ase, OYA.

Aqui está OYA! OYA,

que possui o ase, OYA.

OYA, que melhora o mau ORI.

Aqui está OYA!

OYA, que possui o asé, OYA."

Dentro do exposto, não nos parece que outro sentido que não o da renovação do ORI e da vida do homem deva ser entendido quando dizemos,
"OYA, GBE IRE PADE WA O. FUN WA NI ASE NLA-NLA O. OYA, IWO TO TARUGBO SE LOGE, SE WA LOGE O. KI AWA MAA YO BI OJO. KI AWON OMO ARAYE, O MAA YO MO WA
O!", significando:

"OYA, LEVA-NOS DE ENCONTRO A BOA SORTE. DÁ-NOS GRANDE ASE. OYA, VOCÊ QUE PODE REJUVENESCER O VELHO, FAÇA-NOS REJUVENESCER PARA QUE TENHAMOS SEMPRE A APARÊNCIA DO DIA. QUE TODOS OS SERES HUMANOS SE ALEGREM CONOSCO."

É como se buscássemos com OYA a "eterna juventude", não física ou estética, mas representada pela capacidade de viver com alegria, de buscar a felicidade, de ser capaz de construir projetos e lutar pela sua realização, força e vitalidade, independência e coragem.

Um ORI arejado, permanentemente arejado, ora pela brisa, ora pelo vendaval; eternamente jovem e "apaixonado" pela vida, fortalecido e purificado ao longo da caminhada pelo "Ina ti njo ni lai towo bo' na" (o fogo que nos queima sem que tenhamos posto a mão nele), como é chamado o EBORA OYA.

Afinal de contas, "OYA BI AKUFO IKOKO TI NRO
KOKO-KOKO", ou, "OYA É COMO UM POTE DE BARRO JÁ ANTIGO, MAS QUE AO SER TOCADO REVELA POSSUIR AINDA TOTAL RESISTÊNCIA".

Outro aspecto do EBORA OYA que merece consideração diz respeito a sua relação com SANGO, cantada e louvada em muitos Itan, rezas e louvações do Orisa. Um Itan do ODU OKANRAN MEJI, relatado pelo Prof. Sikiru Salami em seu livro "A Mitologia dos Orisa africanos", nos fala sobre o casamento entre SANGO e OYA, estabelecendo, sem qualquer dúvida, a relação de comunhão e interdependência entre esses dois EBORA.

Aqui o EBORA OYA se qualifica como "OYA oriri" (OYA, tão linda que não se pode tirar os olhos de cima dela), ou ainda, destacando-se sobre todos os demais EBORA,
"Orisa merindinlogun ni mbe lodo SANGO, nibi ka san pa, ni bi kan yan, l' OYA fi gboko lowo gbogbo
won", significando que "entre os dezesseis EBORA femininos nas mãos de SANGO, OYA se destacou por sua beleza, elegância e força".

A relação entre SANGO e OYA parece-nos refletir, mais do que qualquer coisa, a natureza e a essência da relação homem-mulher, suas tensões naturais e a profunda questão do gênero presente na criação da humanidade.

Entre os EBORA femininos, OYA é a que mais próxima se encontra do homem, refletindo suas angústias, representando sua relação com a vida e a morte, traduzindo o encontro entre o homem e a mulher, a paixão e a força vital neste encontro presentes.

Tendo, fora de qualquer dúvida, sua natureza divina assegurada, OYA divide com SANGO a natureza humana deste EBORA, compartilhando seus projetos, associando-se à ele em suas batalhas e unindo-se de tal forma a sua figura que pode-se dizer,

"ORO TI SANGO BA SO,

OYA LO MA TUMOO RE.

EYIN O MO PE OYA LO MAA GBO,

ORO TI SANGO SO KU.

ORO TI SANGO FE SO,

OYA LO MAA SO."

"O que SANGO disser,

OYA vai interpretar.

Vocês não sabem que OYA vai entender o que SANGO nem acabou de dizer?

O que ele quiser dizer,

OYA é quem dirá."

Nessa associação, somos levados a identificar em OYA mais do que em qualquer outro EBORA, a representação do poder feminino, sua força frente à vida, sua "supremacia" sobre o masculino. Não vemos em OYA, da mesma forma que vemos em OSUN, YEMOJA, YEWA ou outros, a manifestação transcendente do poder genital feminino. Sua manifestação se qualifica no plano da existência humana e na relação entre os mundos psicológicos dos gêneros.

Vemos OYA, ora como "OBINRIN OGUN, OBINRIN ODE. OYA ORIRI AROJU BA OKO KU". (MULHER GUERREIRA, MULHER CAÇADORA. OYA, A CHARMOSA, QUE DISPÕE DE CORAGEM PARA MORRER COM SEU MARIDO) ou "Jagunjagun eni, Obinrin gbendeke niwaju baale re. Alakikanju obinrin tii t'oko re leyin". (Mulher guerreira. Uma grande mulher perante os olhos de seu marido. Ela é destemida e apoia o marido), ora como:

"AYA RORO JOKO LO O,

AYA RORO JOKO LO.

EYIN O MO P' OYA LO RORO JU SANGO.

AYA RORO JOKO LO.

OYA LO RORO JU SANGO.

AYA RORO JOKO LO.

TA NI O MO PE OYA LO RORO JU SANGO,

AYA RORO JOKO LO."

"A esposa é mais feroz que o marido!

A esposa é mais feroz que o marido!

Vocês não sabem que OYA é mais brava que SANGO?

A esposa é mais feroz que o marido!

OYA é mais brava que SANGO.

Quem não sabe que OYA é mais brava que SANGO?

A esposa é mais brava que o marido."

Essa associação termina por se apresentar tão íntima que, até as pedras, profundamente associadas à SANGO, terminam por ter papel nas mãos de OYA. Vejamos o trecho de um oriki dedicado à OYA , "OYA a d'ikuta meru ota, OYA ma d'ikuta meru temi o. Jagun a ba onija dele.", onde traduzindo temos, "OYA, coloca pedras no caminho dos inimigos. OYA, não ponha pedras no meu caminho. A guerreira que segue o adversário até sua casa."

Por último, enquanto OYA está associada ao relâmpago, SANGO está associado ao trovão, formando, desta forma uma união simbólica entre os elementos masculino e feminino, cooparticipantes do processo de criação da vida e, na sua comunhão, certeza da continuidade dessa vida. Pares que, ao mesmo tempo que se associam, se representam mutuamente, contendo cada um o elemento presente no outro.

Esta representação é tão marcante que podemos mesmo dizer que OYA é o aspecto feminino de SANGO, ou ainda, que SANGO é o aspecto masculino de OYA, denotando, desta forma a íntima relação e funcionalidade entre os gêneros, garantia da geração da vida e de sua perpetuação na criação - orun e aiye, íntima e indissociavelmente ligados dentro do projeto de OLODUNMARE. De um lado a vida, de outro a morte - ciclo que se repete indefinidamente no "sempre aqui e agora" do universo.

Segundo Juana Elbein dos Santos, em seu livro "Os Nagô e a Morte", OYA "... está associada a um aspecto do ar, ao vento e particularmente à tempestade e ao relâmpago (ar mais movimento = fogo); e está associada aos ancestrais masculinos que ela dirige e maneja..."

Há um conhecido mito que relata que EGUN é o nono filho de OYA em sua relação com SANGO. Casada com OGUN e não podendo ter filhos, OYA consultou um Babalawo. IFA revelou que ela só poderia ter filhos se fosse possuída com violência por um homem.

SANGO a tomou e OYA teve nove filhos, sendo que os primeiros oito nasceram mudos. IFA foi novamente consultado e prescreveu-lhe que fizesse sacrifícios. OYA os fez e o seu nono filho foi EGUN. EGUN não era mudo, mas falava com uma voz que não era humana.

Aliás, um Itan do ODU OSA MEJI, relatando sobre os sacrifícios feitos por OYA para ter crianças, diz que:

" eles pegaram a carne de ovelha e fizeram remédio para ela. E ela comeu. Quando ela deu à luz, ela deu à luz nove crianças. Ela é "a mãe que teve nove". E isso é como OYA tornou-se IYANSAN, "a mãe dos nove". A carne de ovelha que ela comeu como prescrição para ter crianças nunca mais tocou seus lábios novamente. Isso é porque OYA não come ovelhas e esse animal é ewo (tabu) para os seus adoradores..."

No Brasil também essa proibição é seguida tradicionalmente e os iniciados em OYA recebem a restrição à carne de ovelha/carneiro.

Desta forma OYA, que é dentre os EBORA femininos a única considerada filha, constitui-se representante do poder de IYA MI e princípio genitor feminino - base teológica da existência de EGUN.

Isso leva Juana Elbein, na obra já citada, a chamar o EBORA OYA de " rainha e mãe dos EGUN ". Assim, ela é, sem dúvida, venerada ao lado dos EGUN e é quem comanda o mundo dos mortos.

Um dos oriki dedicados à OYA nos diz, "Egungun l'ode orun. Oosa l'ode aye.", ou seja, "Egungun OYA, que está no plano dos ancestrais. Orisa que está também na vida dos homens".

Pela sua relação com EGUN e o mundo dos mortos nos é possível entender o papel de OYA nos rituais de passagem que marcam a integração entre vida e morte. A Iyalorisa Stella de Osoosi, em seu livro "Meu tempo é agora", relata um mito de OYA que nos dá a dimensão da relação do EBORA com as cerimônias fúnebres dentro da esin Orisa e que resumimos a seguir. "...

Oduleke, chefe de uma linhagem ilustre de caçadores e pai ancestral de todos os Ode, era casado com OSUN e tomou uma criança para criar. Esta criança, esperta e alegre, tornou-se a preferida de seu pai adotivo e recebeu o nome de OYA. A criança cresceu e tornou-se uma jovem que apreendeu com os pais as artes da caça e os segredos da magia.

Um dia, velho e alquebrado, Oduleke é levado pela morte. OYA, entristecida, resolve fazer uma homenagem ao pai. Para tanto, reuniu os pertences de caça de Oduleke enrolando-os em um pano por ela bordado. Preparou as comidas prediletas de Oduleke e convidou todos os chefes caçadores para a cerimônia fúnebre.

Cantando e dançando, durante sete dias carregou na cabeça o "carrego" com pertences de caça do pai. Sua voz foi levada aos quatro cantos do mundo pelo vento - seu elemento mágico, e de todos os lugares se apresentaram multidões de caçadores. Ao fim da sétima noite, OYA acompanhada por todos os Ode foi depositar o "carrego" ao pé de uma árvore sagrada situada dentro da mata. O pássaro agbe, de penas azuis e brilhantes, deixou o galho da árvore voando para o firmamento.

OLORUN, emocionado, concedeu à OYA o poder de transportar os recém nascidos numa outra vida, os espíritos, do aiye para o orun, transformando Oduleke em Orisa e OYA na mãe dos espaços sagrados." Desta forma estava criado o ajeje - vigilia do caçador (chamado no Brasil de asese), ritual fúnebre dentro da religião do Orisa.

Um outro ponto que entendemos importante estudar sobre o EBORA OYA refere-se a sua ligação com a questão da fertilidade. Ora, de certa forma todos os EBORA femininos tem um papel muito claro e definido quanto a essa questão, podendo ser vistos como matrizes ancestrais da vida, seja genérica, seja quanto a existência e continuidade da humanidade.

OYA, salvo quando vista no seu papel de "mãe dos EGUN" e, por consequência, fator importante no ciclo de renovação correspondente a nascimento - morte - renascimento do homem, não parece, à primeira vista, ter outra dimensão no projeto de OLODUNMARE para a Criação.

Ora, como OYA está intimamente associada ao vento, podemos entender que ela exerce papel essencial no processo de fertilização do reino vegetal, através da polinização, transporte do pólen de uma planta para outra, permitindo sua fecundação e a sua multiplicação. Da mesma forma, transporta sementes, permitindo que o reino dos EBORA ODE tenha garantida sua existência e continuidade.

Essa hipótese, sem dúvida, merece estudo e trabalho específico, capaz de nos permitir ampliar a perspectiva com que cultuamos o EBORA OYA e, possivelmente, encontrá-la em toda a sua grandeza e dimensão.

Essa visão do EBORA OYA e todo o processo dinâmico envolvido em seu papel de transporte do sêmen vegetal nos ajuda a compreender, de certa forma, sua relação com ESU. Muitos são os Itan IFA que tratam dessa ligação, deixando claro que "...ESU e OYA são muito unidos. Tanto que tudo o que OYA faz, envolve ESU. Deve-se saber que ambos, ESU e OYA, fazem coisas juntos..." Esse parece ser um aspecto que traz certa reciprocidade entre os dois EBORA.

Um Itan do ODU EJIOGBE MEJI relata que ESU, querendo castigar uma ave que não fizera os sacrifícios prescritos por IFA, lançou mão de OYA para ajudá-lo, "... então adaba foi para o topo de outra árvore e colocou ovos lá. Aqueles que ela colocou e os fazendeiros não podiam vê-los; ESU disse, 'você, OYA, você os viu?' E OYA balançou a árvore e os ovos de abada caíram no chão..."

Transcrevemos abaixo a letra de uma cantiga que é cantada após a aceitação da oferenda feita à OYA.

"O ase se espalhou!

Oh, o ase se espalhou bem!

O ase se espalhou!

Oh, o ase se espalhou bem!

Jamais haverá chamas no fundo do rio.

Ninguém que faz parte da casa do nosso ase morrerá!

O ase se espalhou!

Oh, o ase se espalhou bem

O ase se espalhou!

Oh, o ase se espalhou bem!

Jamais haverá chamas no fundo do rio.

Ninguém que faz parte da casa do nosso ase morrerá!

O ase se espalhou!

Oh, o ase se espalhou bem!

Jamais faltará dinheiro na casa do nosso ase!

Jamais faltará saúde na casa do nosso ase!

Jamais faltará respeito na casa do nosso ase!

O ase se espalhou!

Oh, o ase se espalhou bem!

Jamais haverá chamas no fundo do rio."

 

 

 

Fonte: I.O.C -
INSTITUTO ORUNMILA DE CULTURA

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

TÍTULOS DE ÌYÀMÌ


Iyá Mi é a sacralização da figura materna, por isso seu culto é  envolvido por tantos tabus. Seu grande poder se deve ao fato de guardar o segredo da criação. Tudo que é redondo remete ao ventre e, por conseqüência, as Iyá Mi. O poder das grandes mães é expresso entre os orixás por Oxum, Iemanjá e Nanã Buruku, mas o poder de Iyá Mi é manifesto em toda mulher, que, não por acaso, em quase todas as culturas, é considerada tabu.
As denominações de Iyá Mi expressam suas características terríveis e mais perigosas e por essa razão seus nomes nunca devem ser pronunciados; mas quando se disser um de seus nomes, todos devem fazer reverencias especiais para aplacar a ira das Grandes Mães e, principalmente, para afugentar a morte.
As feiticeiras mais temidas entre os yorubás e nos candomblés do Brasil são as Àjé e, para referir-se à elas sem correr nenhum risco, diga apenas Eleyé, Dona do Pássaro. O aspecto mais aterrador das Iyá Mi  é o seu principal nome , com o qual tornou-se conhecida nos terreiros, é Òxòròngà, uma bruxa terrível que se transforma no pássaro de mesmo nome  e rompe a escuridão da noite com seu grito assustador.
As Yiá Mi são as senhoras da vida, mas o corolário fundamental da vida é a morte. Quando devidamente cultuadas, manifestam-se apenas em seu aspecto benfazejo, são o grande ventre que povoa o mundo. Não podem, porém, ser esquecidas; nesse caso lançam todo tipo de maldição e tornam-se senhoras da morte.
O lado bom de Iyá Mi é expresso em divindades de grande fundamento, como Apaoká, a dona da jaqueira, a verdadeira mãe de Oxóssi Dizem que o deus caçador encontrou mel aos pés da jaqueira e em torno  dessa árvore formou-se a cidade de Kêtu.




Ìyàmì-Òsòróngà = Poderosa Mãe cultuada na Sociedade Osoronga.


Ìyàmì-Ajé = Poderosa Mãe administradora do Poder Sobrenatural. Titulo em alusão quando seu culto é realizado na LUA NOVA na finalidade de utilização dos poderes sobrenaturais em defesa a uma agressividade (feitiço), ou relacionado aos projetos, ideais, envolvimentos e recolhimento de Yawo. “Por ser o ciclo mais escuro da lua”.


Ìyàmì-Eleye = Poderosa Mãe Proprietária dos Pássaros.


Ìyàmì-Oduwà = Poderosa Mãe proprietária do recipiente da existência (o mundo).


Oduduwà = Recipiente Negro Existencial ( A Terra figurativamente Negra)


Ìyàmì-Odu = Recipiente – Útero – Cabaça – O Planeta – Ovo – Esfera existencial.


Ìyàmì-Alaiye = Poderosa Mãe proprietária de toda extensão Terrestre.


Ìyàmì-Ekunlaiye = Poderosa mãe que inunda a Terra com Água...


Ìyàmì-Iyemonja = Poderosa Mãe senhora que possui muitos filhos como cardumes de Peixes. “Uma alusão a sua qualidade anfíbia a quantidade de ser humanos existentes na terra comparada aos peixes no Mar”. (Titulo relacionado a Egun e não a Ogun como muitos erradamente afirmam )


Ìyàmì-Iyemowo = Poderosa Mãe que é o próprio dinheiro de suas filhas (búzios). “uma alusão a grande quantidade de búzios que utiliza em suas roupas” (Titulo que é cultuada no culto de Orisanlá).


Ìyàmì-Omolu = Poderosa Mãe a filha sagrada de Deus. (Título que é cultuada ao lado de Obaluwaiye)


Ìyàmì-Omolulu = Poderosa Mãe rainha das formigas. “Uma referencia ao fato de esta associada ao subsolo (Título que é também cultuada no culto de Obaluwaiye).


Ìyàmì-Ori ou Iya-Ori = Poderosa Mãe das Cabeças. “Uma alusão ao fato de está relacionada aos rituais de sacrifício animal sobre uma cabeça”. (Titulo que é também cultuada nos ritos de Bori).


Ìyàmì-Buruku = Poderosa Mãe Antiga. Uma referencia ao planeta na sua antigüidade existencial.


Ìyàmì-Agba = Poderosa Mãe ancestral associada ao poder feminino.


Ìyàmì-Ako = Poderosa Mãe que é o pássaro Ako. Titulo referente ao 3o dia da lua cheia e a seu culto exatamente na sociedade das Geledes.


Ìyàmì-Iyelala = Poderosa Mãe senhora dos sonhos. (relacionada a revelação de situações através de sonhos).


Ìyàmì-Ayala = Poderosa Mãe esposa daquele que é o Céu. “Uma referencia ao fato da Terra ser coberta pelo Céu o próprio Oorisanla”.


Ìyàmì-Onilé = Poderosa Mãe proprietária da Terra. “Titulo referente a reverencia e aos rituais realizados dentro da terra”. Outra referencia é ao fato de ser o lugar mais próprio de se cultuar toda classe de espíritos, na qual Ela é a grande apaziguadora desses espíritos ou forças rebeldes. Numa única função de tranqüilizar, apaziguar ou neutralizar qualquer tipo de força oculta agressiva.


Òdu-Logboje = Cabaça Existencial no Universo. Uma referencia ao planeta Terra.


Ìyàmì-N’la = Poderosa grande Mãe. Uma referencia a grandeza do planeta Terra e seu culto elementar. Titulo que plagia o titulo de Orisa’nlà.


Ìyàmì-Asiwòró = Poderosa Mãe canalizadora das energias nos ritos tradicionais.


Ìyàmì-Osupa = Poderosa Mãe que controla as força da lua.


Ìyàmì-Petekun = Poderosa Mãe que é povoada. Uma referencia a relação com Èsu.


Ìyàmì-Ako = Nome de Ìyàmì dentro da sociedade Gelede, titulo que assume o posto de primeira Dama desta sociedade.


Ìyàmì- Egeleju = Poderosa Mãe dos olhos delicados.


Ìyàmì-Eleje = Poderosa Mãe proprietária do fluxo da vida (sangue).

Ìyàmì-Oru-Alé = Poderosa Mãe da madrugada ou Noite.


Ìyàmì-Oga Igi= Poderosa Mãe que faz o alto das árvores de trono. Uma referencia ao fato dos Pássaros pousarem no cume das grandes árvores.


Ìyàmì-Ilunjó = Poderosa Mãe que dança o ritmo da morte. Uma referencia ao ritmos tocado para Ogun “Aquele que dança o ritmo da morte”.


Ìyàmì-Elesenu = Poderosa Mãe Proprietária de todos os órgãos internos (vísceras).


Ìyàmì-Apaki = Poderosa Mãe que mata. Uma referencia ao fato que no decorrer da vida acontece a morte.


Ìyàmì-Naré = Poderosa que o próprio ventre.


Ìyàmì-Araiye = Poderosa Mãe que controla todos os espirito da Terra (encarnados e desencarnados).


Ìyàmì-Koko = Poderosa Mãe Anciã. Uma referencia a antigüidade do planeta.


Ìyàmì-Kekere = Poderosa Mãe pequena do universo. Uma referencia ao fato de Iyami ser a administradora da vida no planta auxiliando Olodunmare (Deus ).


Ìyàmì-Olotojú = Poderosa Mãe que espia do alto. Uma referencia ao fato dos pássaros pairarem no Ar e observarem tudo de cima.


Ìyàmì-Arajado = Poderosa Mãe que olha para o Céu. Uma referencia ao fato da Terra esta coberta pelo Céu.


Ìyàmì-Oloriyàmi = Poderosa Mãe proprietária das águas. Uma referencia aos Mares e a água do útero.


Ìyàmì-Mase malè (Abrev.: Iyamase malè) = Poderosa mãe que não permite o mal chegar na noite... Uma alusão as noites que sobrevoa na sua forma de pássaro nos lugares em que é invocada e reverenciada com louvores e saudações. Título este muito reverenciada nas rodas de Sango (Egungun) quando e enquanto dançam em volta da fogueira ao Ar livre, fato memorável ao poder sobrenatural que possibilita Sàngó como o grande Egungun (ancestral) voltar à Terra possuindo seus Eleguns durante as festividades.

AS QUALIDADES DE XANGÔ




Alufan – 
É idêntico a um Airá. Confundido com Oxalufan. Veste branco e suas ferramentas são prateadas.

Alafim -
 É o dono do palácio real, governante de Oyó. Vem numa parte de Oxalá e caminha com Oxaguian.

Afonjá – 
É o dono do talismã mágico dado por Oyá a mando de Obatalá; é aquele que fulmina seus inimigos com o raio. Come com Yemanjá sua mãe. Patrono de um dos terreiros mais tradicionais e antigos da Bahia, o Axé Opô Afonjá, é o Xangô da casa real de Oyó. Nesse avatar Xangô Afonjá é aquele que está sempre em disputa com Ogsputa comum. Um dos mitos que relata tal passagem nos conta que Afonjá e Ogum sempre lutaram entre si, ora disputando o amor da mãe, Iemanjá, ora disputando o amor de suas eternas mulheres, Oyá, Oxum e Oba.
Aganju – Significa terra firme. Tem perna de pau e é casado com Yemanjá. É o filho mais novo de Oranian. É o mais cruel, é aquele que leva o coração do inimigo na ponta da lança, é o Xangô amaldiçoado que matou e comeu a própria mãe.

Agogo / Agodo / Ogodo – 
Muito ruim e brutal, inclinado a dar ordens e a ser obedecido, foi ele quem raptou obá. Come com Yemanjá. Neste caminho; Xangô segura dois Oxês (machados). Sendo o seu èdùn àrà composto de dois gumes e é originário de Tapá. É aquele que, ao lançar raios e fogo sobre seu próprio reino, e o destrói.

Baru – 
Veste-se de marrom e branco. Conta o mito em que Xangô recebe de Oxalá um cavalo branco como presente. Com o passar do tempo, Oxalá voltou ao reino de Xangô Baru, onde foi aprisionado, passando sete anos num calabouço. Calado no seu sofrimento, Oxalá provocou a infertilidade da terra e das mulheres do reino de Baru. Mas Xangô Baru, com a ajuda dos babalawos, descobriu seu pai Oxalá preso no calabouço de seu palácio. Naquele dia, ele mesmo e seu povo vestiram-se de branco e pediram perdão ao grande orixá da criação, terminando o ato com muita festa e com o retorno de Oxalá a seu reino. Assim seus descendentes míticos agirão sempre como um jovem desconfiado, ambicioso, elegante, teimoso, hospitaleiro, galante; neste avatar, e somente neste, Xangô surge como um rei humilde e solidário com a causa de seu povo.

Badè – 
É o mais jovem vodum da família do raio, cujo chefe é Keviosso, corresponde ao Xangô jovem dos nagos. É o irmão de Loko. Usa roupa azul com faixa atada atrás.

Jakuta – 
É aquele que atira as pedras, é a encarnação dos raios e trovões. É a própria ira de Olorun, o Deus criador. É o senhor do edun-ará, a pedra de raio. Conta o mito que o reino de Jacutá foi atacado por guerreiros de povos distantes, num dia em que seus súditos descansavam e dançam ao som dos tambores. Houve muita correria, muita morte, muitos saques. Jacutá escapou para a montanha seguido de seus conselheiros, donde apreciava o sofrimento de seu povo. Irado, o rei chamou sua mulher Iansã, que, chegando com o vento, levou consigo a tempestade e seus raios. Os raios de Iansã caíram como pedras do céu, causando medo aos invasores, que fugiram em debandada. Mais uma vez, Jacutá fora acudido por Iansã, e mais, sua eterna amante deu-lhe, dessa feita, o poder sobre as pedras de raio, o edun-ará. Gente de Jacutá tem espírito de um velho pensador, justiceiro, incansável, brutal, colérico, impiedoso, preocupado com a causa dos outros.

Koso ou Obacossô – 
Em sua passagem pela cidade de Kossô, Xangô recebe o nome de Obacossô, ou seja, o rei de Kossô. Conta o mito que, depois de passar pela terra dos tapas, Xangô refugiou-se na cidade de Kossô, mas a dor de haver destruído seu povo, levou o rei a suicidar-se. No momento da morte de Xangô, Iansã chegou ao Orum e, antes que Xangô se tornasse um Egun, pediu a Olodumare que o transforme num orixá. Assim Xangô foi feito orixá pelo pedido de sua mulher Yansã. Os filhos de Obacossô são serenos, tiranos, cruéis, agressivos, severos, amorosos, moralistas.

Oranifé – 
É o justiceiro, reto e impiedoso, que mora na cidade de ifé.
Tapa: É muito conhecido pelo seu temperamento imperioso e viril. Não perdoa os erros de seus filhos.

Airá Intile – 
É o filho rebelde de Obatalá. Airá Intilé foi um filho muito difícil, causando dissabores a Obatalá. É dele o mito que conta a primeira vez que Airá Intilé se submeteu a alguém. Airá tinha sempre ao pescoço colares de contas vermelhas que Obatalá desfez e alternou as contas encarnadas com as contas brancas dos seus próprios colares. Obatalá entregou a Intilé o seu novo colar, vermelho e branco. Daquele dia em diante, toda terra saberia que ele era seu filho. E para terminar o mito, Obatalá fez com que Airá Intilé o levasse de volta ao seu palácio pelo rio, carregando-o em suas costas. Neste caminho, Airá Intilé dá aos seus filhos um ar altivo e de sabedoria, prepotente, equilibrado, intelectual, severo, moralista, decidido.

Airá Igbonam (Agoynham) ou Ibonã – 
É considerado o pai do fogo, tanto que na maioria dos terreiros, no mês de junho de cada ano, acontece a fogueira de Airá, rito em que Ibonã dança sempre acompanhado de Iansã, dançando e cantando sobre as brasas escaldantes das fogueiras.

Airá Mofe, Osi ou Adjaos – 
É o eterno companheiro de Oxaguiã.
Alguns constam ainda Oranian, que seria seu pai; Dadá seu irmão, Aganju um dos seus sucessores, Ogodo que segura dois oxés, sendo o seu èdùn àrà composto de dois gumes e é originário de tapá; Os Airá seriam muito velhos, sempre vestidos de branco e usando segi (contas azuis) em lugar dos corais vermelhos, e seriam originários da região de Savê.
Existe também opinião formada por muitos, baseada na mitologia e nas diversas fontes sobre as origens de Xangô, que Oranian seria seu pai; Dadá seu irmão, Aganju um dos seus sucessores, e Ogodo, o que segura dois oxés, sendo o seu èdùn àrà composto de dois gumes e é originário de tapá.
Os Airá são as qualidades de Xangô muito velhos, sempre vestidos de branco e usando segi (contas azuis) em lugar dos corais vermelhos, e serão originários da região de Savê. Há no entanto actualmente quem considere que Airá seria um Orixá diferente e não uma qualidade de Xangô. Esta questão requer ainda algum estudo e pesquisa séria.





AS QUALIDADES DE XANGÔ
Afonjá  -  Era também Arè-Onankakanfo, quer dizer líder do exército do império. Segundo a história de Oyó, no início do século dezenove, Oyó era governada pelo rei Aolé, ele possuía aliados que eram como Generais, que lhe davam todo o tipo de apoio mantendo assim o poder absoluto sobre o Reino Yorubá e os reinos anexados. Mas um dia um desses generais resolveu se rebelar contra Oyó e se unir com os inimigos, esse general se chamava Afonjá que era conhecido como Kakanfo de Ilorin. Declarou-se independente de Oyó. Com isso o Rei de Oyó Aolé se envenenou para não ver o desmembramento do Império. Afonjá traiu o Império Yorubá, mas quando os rebeldes assumiram o poder Afonjá foi decaptado pelo seu novo aliado. Este alegou que se um homem traiu seu antigo rei ele voltaria  trair tantos outros. 

Obá Kossô - Título que Xangô recebe ao fundar a cidade de Kossô nos arredores de Oyó, tornando-se  Rei. Título dado também a Aganjú, irmão gêmeo de Xangô quando sua chegada em Oyó foi aclamado como o Rei Não se Enforcou, Obá Kò Sô. 

Obá Lubê - Título de Xangô que faz referência a todo o seu poder e riqueza, pode ser traduzido como Senhor Abastado.

 Obá Irù ou Barù - Título dado a Xangô logo após chegar ao apogeu do império, quando cria o culto de Egungun, é aclamado como a forma humana do Deus primordial Jakutá sobre a terra, senhor dos raios, tempestades, do Sol e do fogo em todas as suas formas. Ele acaba por destruir a capital do Reino numa crise de cólera e depois arrependido, se suicida , adentrando na terra. 


Dada Ajaká
Obá Ajakà - Também intitulado Bayaniym," O pai me escolheu ", que faz referência a ele por ser o filho mais velho de Oranyan, e ter por direito que assumir o trono, irmão mais velho de Xangô.

 Obá Aganjù -  representa tudo que é explosivo, que não tem controle, ele é a personificação dos Vulcões.

.Obá Orungã - Filho de Aganjú Solá e Iemanjá, Orungã é dono da atmosfera é o ar que respiramos, dono da camada que protege a Terra.  

Obá Ogodô - Muito falado também, é apenas o que se diz sobre Xangô, pois, Ogodô é o verbo bocejar. Então, quando está trovejando, o que se diz é que Xangô está bocejando. Dai Xangô Ogodô, é apenas um título de Xangô. 

Jakutà ou Djakutà -  é a representação da justiça e da ira de Olorun, míticamente Xangô foi iniciado para este Orixá sendo considerado como a forma divina primordial do mesmo. Ele foi enviado em sua forma divina por Olorun para estabelecer a ordem e submeter Oduduá e Oxalá aos planos da criação durante um momento de conflito entre as divindades. É o próprio Xangô. 

Obá Arainã - Oroinã e Oraniã - Personificação do fogo, o magma do centro da terra é o pai de Xangô e de Aganjú em sua forma humana. 

Olookê - Orixá dono das montanhas, em algumas lendas é um dos filhos de Oranyan foi casado com Yemanjá.



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Chango (Xangô também soletrado, Sango, ou Xango) é o Espírito do Trovão e Relâmpago eo portador da Axe Duplo Bladed no panteão iorubá de Orishas ou "Sete Poderes Africano". Ele é dito por alguns de ter sido o quarto rei do Yorubas.Regras de chango sobre todas as formas de fogo, incluindo febres, e é um ser de paixão e poder. Ele é celebrada por sua virilidade e sua tomada de risco, pois ele é um mulherengo e um jogador inveterado. Filhos de Chango são conhecidos por sua alta energia, inteligência criativa, e seu orgulho, que, quando eles se opõem, podem se desenvolver em arrogância, pois eles podem ter temperamentos fortes e são facilmente provocado à ira. O twin-bladed trovão machado de Chango pode criar e destruir.
Chango cores são vermelho e branco, e seus números são 4 e 6. Tipicamente seu colar é feito por grupos alternados de seis contas vermelhas e 6 contas brancas. 4 º dia de cada mês é um bom dia para realizar as obras de Chango, assim como qualquer sexta-feira. Além do machado, Chango é simbolizada por outras armas, incluindo o punhal, a maça, a espada eo facão - e ele pode ser representado por um par de chifres de carneiro.
Oferendas para Chango incluem kola amargo, óleo de palma, romãs, e abóboras.Sua comida favorita é mingau de milho e quiabo, banana, maçãs vermelhas e vinho tinto. Seus animais incluem galos, carneiros, touros, perus e galinhas-d'angola.Ervas conectado com Chango são salsaparrilha, madeira de cedro, louro, banana, arruda, e subiu de Jericó.
O Macho Chango nome - "Chango Masculino" - pode parecer quase redundante quando aplicado a um ser viril, mas na Diáspora Africano que ajuda a distinguir o Chango masculina Africano de sua diásporas Católica do sexo feminino "capa", Santa Bárbara. A síntese de Chango com Barbara Barbara surgiu porque está vestido de vermelho e branco, cores Chango, e segura uma espada, arma de Chango. Além disso, os homens que mataram Barbara com a espada foram imediatamente fulminado por um raio, atributo sobrenatural de Chango. Assim, no Novo Mundo, a Festa de Santa Bárbara, 04 de dezembro, é celebrado como um festival de Chango-Barbara, 

"BOMBOGIRA OU LEBARA"

"BOMBOGIRA OU LEBARA"
AS SENHORAS DA MAGIA E SEDUÇÃO


Considerada como o Exu Mulher, assim como os demais deuses afro-negros, assume uma bissexualidade que se apresenta na própria concepção do mito. A predominancia dos aspectos femininos. Nas tradições do Culto passou a se chamar de Pomba-gira, assumindo variantes nomes, formas e classificações.  É a síntese social da mulher que, por excelência, se rebela aos padrões e normas convencionais. É a impulssividade da comunicação, outro aspecto bem marcante do mito sobre Exu. É um símbolo do amor, da sedução e da liberdade. É bombogira a verdadeira personagem poderosa sabedora da magia. Ora loura, ora morena, mulata, ruiva e raramente negra. Muito reverenciada  e procurada nas casas de Culto pelo publico feminino. Exerce um grande papel também como a grande companheira do conjunto de Exus ( servidores da espiritualidade). Possuidoras de muita vaidade e sedução, que encanta a todos e deixa sempre um ar de mistério em seus trabalhos. Gosto refinado por perfumes, flores especialmente as rosas vermelhas, acessórios em ouro, cigarrilhas, roupas de cetim e principalmente as bebidas como espumantes e licores. Sorriso escancarado e debochado, ocultando nele seu desejo de triunfar onde muitos já desistiram. Seu local de domínio são as encruzilhadas em forma de um T, fora do perímetro urbano. Abaixo algumas das mais tradicionais do culto.   " LAROIÊ BOMBOGIRA".



AS SENHORAS DA NOITE
MARIA PADILHA




O MITO - A legítima Maria Padilha, rainha dos sete reinos, adora contar que quando viva, não conseguia manter seus maridos vivos além da lua-de-mel. Entre gargalhadas ela conclui que deita com o esposo e amanhece viúva, os pobrezinhos morrem de enfarto, e não aguentam sua orgia sexual. Conta a lenda que ela teve sete reis como maridos. Por isso é dona de sete reinos, sete caminhos, sete territórios por onde ela transita, para fazer seus trabalhos e receber suas oferendas.
        MARIA MULAMBO   

 A  CIGANA
A DAMA DA NOITE
A MISTIFICAÇÃO - infelizmente a mistificação é muito comum nas casas de culto, pois nem todos os dirigentes, observam com atenção seus ocupantes. Eu como já fiz parte desse meio. Presenciei muitas vezes cenas de bebedeiras de algumas mulheres, pois se estivessem com suas Bombogiras, jamais ficariam bêbadas. Isso é uma vergonha aos integrantes da religião que trabalham com seriedade.

SETE SAIAS

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

QUALIDADE DOS ORIXÁS ** ORIXA FUNFUN **

ORIXA FUNFUN 
Oxalá Ajagemo: Para o qual durante a sua festa anual em Edé, dança-se e representa-se com mímicas, um combate entre ele e Oluniwi, no qual este último sai vencedor. Oxalá Akire ou Ikire: É um valente guerreiro muito rico que transforma em surdo e mudo a quem o negligencia. Oxalá Alase ou Olúorogbo: Salvou o mundo fazendo chover num período de seca. Oxalá Etéko: Caminha com Oxaguiã, é inquieto. Vive nas matas e come todo o tipo de carne branca. Oxalá Eteto Obá Dugbe: Outro guerreiro, ligado a Orixalá. Oxalá Lejugbe: é muito confundido com Oxalufan; por ser vagaroso e indeciso. Muito chegado a Ayrá. Come com Yemanjá e Oxalufan. Come também todo tipo de carne branca. Oxalá Obatalá: É o mais velho dos orixás. O grande rei branco; raiz de todos os outros Oxalás. Ele não é feito, faz-se Ayrá ou Oxum Opara. É o pai de Oxalufan que por sua vez é o pai de Oxaguiã. Por ser muito grande e poderoso, Obatalá não se manifesta, sua palavra transforma-se imediatamente em realidade. Representa a massa, o ar, as águas frias e imóveis do começo do mundo, controla a formação dos novos seres, é o senhor dos vivos e dos mortos. Oxalá Okó: Divindade da agricultura e colheita dos inhames novos e a fertilidade da terra. Orixá Nagô, pouco conhecido no Brasil. Na época da chegada dos escravos, não deram muita importância a este orixá, considerando como orixá da agricultura, em seu lugar Ogum e dos grãos Obaluaiyê. Quando se manifesta leva um cajado de madeira que revela sua relação com as árvores, traz uma flauta de osso que lembra sua relação com a sexualidade e a fertilidade. É confundido com Oxalá, pois veste-se de branco. Seu Opaxoró, no Brasil, é confeccionado em madeira. Sendo um Orixá raro, tem poucas qualidades conhecidas. É um Orixá rico. Oxalá Olofon Ajigúna Koari: Aquele que grita quando acorda (conhecido pelo nome de Oxalufan). Oxalá Orinxalá, Orixalá ou Obatalá: É casado com Yemanjá, suas imagens são colocadas lado a lado e cobertas com traços e pontos desenhados com efum, no Ilésin, local de adoração, dizem que Yemanjá foi a única mulher de Orixalá um caso excepcional de monogamia entre orixás e eborás. Oxalá Oxalufã (Orixá Olú Fon): Orixá velho e sábio, cujo templo é Ifón pouco distante de Oxogbô, a cerimónia de saudações é de dezasseis em dezasseis dias. Orixá muito velho, de idade avançada, aleijado, lento, movendo-se com muita dificuldade. Dança apoiado no opaxoró. Treme de frio e velhice. Detesta a violência, disputas e brigas. Não come sal e nem dendê; odeia cores fortes, principalmente o vermelho. A ele pertencem os metais e substâncias brancas; não suporta cavalos.


ORIXA FUNFUNORIXA FUNFUN 
Oxalá Osoguiã ou Oxaguian (Orixá Ogiyan): Orixá jovem e guerreiro, cujo templo principal se encontra em Ejigbô. Tomou o título de Eleejigbô Rei de Ejigbô uma de suas características e o gosto pelo inhame pilado chamado lyán, que lhe valeu o apelido de Orisa-Je-Iyán ou Orisájiyan. A tradição exige que os habitantes de dois bairros Xolô e Oké Mapô lutem uns contra os outros a golpes de varas. É o único que tem autorização de enfeitar seus colares brancos com pedras azuis, chamadas Seguy. Está ligado ao culto de Iroko e dos espíritos, assim como a fertilidade e o culto ao inhame. É o pai de Oxossi Inlé, come com Ogunjá, Oxossi Inlé, Airá, Exu, Oyá e Onira. Tem muito fundamento com Oyá pois, é o dono do Atori, fundamento que lhe foi dado por ela, motivo pelo qual as pessoas de Guian devem agradar muito a Oyá. Vem pelos caminhos de Onira; tem ligação forte com Exu. Seus filhos devem evitar brigas e mentiras e principalmente, não devem enganar a Ogum. Oxalá Ogiyan Ewúlee Jiigbo: Senhor de Ejigbô (conhecido pelo nome de Oxaguiã).




ORIXA FUNFUNORIXA FUNFUN 
Na mitologia yoruba, Olorun é o deus supremo do povo yoruba, que criou as divindades ou semideus chamados Orixás, guardiões dos elementos da natureza, para representar todos os seus domínios aqui no aye. (em yoruba Òrìsà; em espanhol Oricha; em inglês Orisha). Também existem orixás intermediários entre os homens e o Deus africano, mas não são considerados deuses, são considerados ancestrais divinizados após à morte. Cultuados no Brasil, Cuba, República Dominicana, Porto Rico, Jamaica, Guiana, Trinidad e Tobago, Estados Unidos, México e Venezuela. Na mitologia há menção de 600 orixás primários, divididos em duas classes, os 400 dos Irun Imole e os 200 Igbá Imole, sendo os primeiros do Orun ("céu") e os segundos da Aiye ("Terra"). Estão divididos em orixás da classe dos Irun Imole, e dos Ebora da classe dos Igbá Imole, e destes surgem os orixás Funfun (brancos, que vestem branco, como Oxalá e Orunmilá), e os orixás Dudu (pretos, que vestem outras cores, como Obaluayê e Xangô). Exu, orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos. Ogum, orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia. Oxóssi, orixá da caça e da fartura. Logunedé, orixá jovem da caça e da pesca Xangô, orixá do fogo e trovão, protetor da justiça. Ayrà, Usa branco, tem profundas ligações com Oxalá e com Xangô. Obaluaiyê, orixá das doenças epidérmicas e pragas, orixá da cura. Oxumaré, orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras. Ossaim, orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas. Oyá ou Iansã, orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do rio Níger Oxum, orixá feminino dos rios, do ouro, jogo de búzios, e protetora dos recém nascidos. Iemanjá, orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos orixás. Nanã, orixá feminino dos pântanos e da morte, mãe de Obaluaiê. Yewá, orixá feminino do Rio Yewa, considerada a deusa da beleza, da adivinhação e da fertilidade. Obá, orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor. Axabó, orixá feminino da família de Xangô Ibeji, divindade protetor dos gêmeos Irôco, orixá da árvore sagrada, (gameleira branca no Brasil). Egungun, Ancestral cultuado após a morte em Casas separadas dos Orixás. Iyami-Ajé, é a sacralização da figura materna, a grande mãe feiticeira. Omulu, Orixá da morte. Onilé, orixá do culto de Egungun Onilê, orixá que carrega um saco nas costas e se apóia num cajado. Oxalá, orixá do Branco, da Paz, da Fé. OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos. Ifá ou Orunmila-Ifa, Ifá é o porta-voz de Orunmila, orixá da adivinhação e do destino, ligado ao Merindilogun. Odudua, orixá também tido como criador do mundo, pai de Oranian e dos yoruba. Oranian, orixá filho mais novo de Odudua Baiani, orixá também chamado Dadá Ajaká Olokun, orixá divindade do mar Olossá, Orixá dos lagos e lagoas Oxalufon, Qualidade de Oxalá velho e sábio Oxaguian, Qualidade de Oxalá jovem e guerreiro Orixá Oko, orixá da agricultura