domingo, 24 de julho de 2011

As Origens da Maçonaria




As Origens da Maçonaria
Sobre as origens da Maçonaria têm-se gasto rios de tinta e escrito as mais fantasiosas histórias. Desde os mistérios de Elêusis ao rei Salomão e à Ordem do Templo, tudo tem servido a maçons, desejosos de exaltar a antiguidade da Ordem, e a profanos não menos desejosos de denegrir essa mesma Ordem, para escreverem patranhas e balelas, constrangedoras pela ingenuidade e ignorância que revelam.
Ligação direta com o passado, só a encontramos no que respeita ao corporativismo obreiro. Como diz o historiador da Maçonaria Paul Naudon, numa frase concisa e perfeita, "a franco maçonaria apresenta-se como a continuação e a transformação da organização dos mestres da Idade Média e do Renascimento, na qual o elemento especulativo tomou o lugar do elemento operativo".
As corporações dos mestres conheciam, é claro, para além do seu caráter puramente profissional, preocupações de outra natureza: religiosa, iniciática, caritativa, cultural até. Tinham seus patronos próprios, suas festas rituais - muitas vezes remontando à Antiguidade, mas com "disfarce" cristão -, seus mistérios, sua intensa solidariedade. A corporação dos pedreiros, ligados à nobre arte da arquitetura, incluía-se entre as mais importantes, respeitadas e ricas em simbologia e em segredos. Nela se fundiam princípios, práticas e tradições de construção que remontavam aos Egípcios, aos Hebreus, aos Caldeus, aos Fenícios, aos Gregos, aos Romanos e aos Bizantinos, em suma, a todo o corpus da civilização européia. Neste medida, e só nela, se pode ligar a Maçonaria a uma remota Antiguidade.
É certo que não deixa de impressionar, na cristalização maçônica de hoje, a existência de todo um conjunto de elementos que lembram a organização das ordens da cavalaria e, sobretudo, o ideário dos Templários. Grande parte do vocabulário maçônico está ligado, por sua vez, ao judaísmo bíblico. Parece, todavia, que esta associação se deve mais à influência que os Templários exerceram na construção civil e religiosa e nas próprias corporações dos pedreiros do que a uma ligação direta entre Ordem do Templo e Ordem Maçônica. Não convém esquecer que boa parte dos rituais, ditos escocês e francês, com sua complexa emblemática, foi "inventada" no século XVIII nas cortes e salões aristocráticos da Alemanha, França e Inglaterra.
As corporações dos pedreiros, como muitas outras, podiam aceitar no seu seio determinadas pessoas que, em rigor, lhes estariam à margem. Era o caso de estrangeiros, de clérigos, de agregados à profissão, de personalidades desejosas de se integrarem ou de utilidade à corporação. Já desde o século XV, por exemplo, que as corporações maçônicas escocesas tinham impetrado do rei o privilégio de terem à sua frente, como "grande mestre", um nobre de boa linhagem, hereditário. No século XVII, muitas lojas de pedreiros britânicas foram reorganizadas segundo o modelo das academias italianas. Estes maçons aceites tornaram-se, com o andar dos tempos, tão numerosos que imprimiram à corporação de que faziam parte um fácies completamente diverso do anterior. Nas corporações onde tal começou a acontecer, o elemento operativo foi cedendo o lugar ao elemento especulativo.
Uma transformação deste tipo levou centenas de anos a completar-se. E só na Grã-Bretanha, onde a tradição corporativa - como tantas outras tradições - se manteve sem desfalecimento até ao século XVIII, foi possível às antigas lojas de pedreiros operativos converterem-se, por completo, em lojas de pedreiros especulativos, mantendo, não obstante, o prestígio e o relevo social do passado. Só na Grã-Bretanha também, se conservaram o simbolismo e o ritual de tempos remotos, enriquecidos - e, não poucas vezes, deturpados - pela continuidade secular da sua prática.


Os Símbolos Maçônicos
O compasso e o esquadro reunidos têm sido os mais antigos bem como a mais comum representação da Instituição Maçônica. Tanto se apresentou este símbolo compasso-esquadro, que ele é prontamente reconhecido, até mesmo por pessoas não iniciadas na Maçonaria. É o sinal distintivo da "Justa Medida". A Justa Medida quer dizer em última análise a Retidão. Faz lembrar aos maçons em geral e a cada instante que todas as suas ações deverão ser plantadas com serenidade, bom senso e espírito de justiça. Faz recordar o compromisso solene assumido pelo iniciado, de sempre agir dentro de uma escola de perfeita honestidade e retidão.
O Compasso é considerado um Símbolo da espiritualidade e do conhecimento humano. Sendo visto como Símbolo da espiritualidade, sua posição sobre o Livro da Lei varia conforme o Grau. A sua Simbologia é muito variada, podendo ser entendido como Símbolo da justiça, com a qual devam ser medidos os atos humanos. Simboliza a exatidão da pesquisa e ainda pode ser visto como Símbolo da imparcialidade e infalibilidade do Todo-Poderoso.
O primeiro instrumento passivo e companheiro por excelência do Compasso é o Esquadro. Seu desenho nos permite traçar o ângulo reto e, por tanto, esquadrejar todas as formas. Deste modo, é visto como Símbolo, por excelência, da retidão. É também a primeira das chamadas Jóias Móveis de uma Loja, constituindo-se na Jóia do Venerável, pois, dentre todos estes deve ser o mais justo e eqüitativo dos Maçons. O Esquadro, ao contrário do Compasso, representa a matéria; por isso é que, em Loja de Aprendiz, ele se apresenta sobre o Compasso. Predominância da Matéria sobre o espírito.
É o símbolo de Deus, o Divino Geômetra. Uma das razoes de ser tomada como símbolo sagrado da Divindade, é que, com ela, a palavra Deus, se inicia em vários idiomas. GAS, em Siríaco; GADA, em persa; GUD, em sueco; GOTT, em alemão; GOD, em inglês, etc.
A Trolha, ou colher de pedreiro. Trata-se de uma espécie de pá achatada com a qual os Pedreiros assentam e alisam a argamassa. Sendo um instrumento neutro, deve ser visto como um Símbolo da tolerância, com que o Maçom deve aceitar as possíveis falhas e defeitos dos demais Irmãos. Pode ser vista, também, como um Símbolo do amor fraternal que será, então, o único cimento que uniria toda a Maçonaria. Desta forma, passar a Trolha, significa perdoar, desculpar, esquecer as diferenças. Entendida desta forma, pode ser vista como Símbolo da Paz que deve reinar entre os Irmãos.
É o símbolo do trabalho. É a parte principal do vestuário maçônico, constituindo-se um dos símbolos mais importantes da Maçonaria. Tem a forma de um retângulo, encimado por um triângulo; nos dois primeiros graus são simples, sem enfeites ou adornos, e de tecido branco. Os aventais dos demais graus, tem cor e desenhos variados, conforme os graus que representa e conforme o rito adotado. O fundo, porém é sempre branco.
Simboliza a inteligência do aprendiz maçon, ainda rude, porque com os vestígios do Mundo Profano, está apenas iniciando sua aprendizagem nos Mistérios da Maçonaria. As arestas desta Pedra Bruta cabe ao aprendiz desbastar disciplinando, educando instruindo sua personalidade, objetivando vencer suas paixões e subordinar sua vontade à prática do bem. Assim a tarefa principal do Aprendiz consiste em trabalhar e estudar para adquirir o conhecimento do simbolismo do seu grau e a sua interpretação filosófica.
Estas duas ferramentas servem para desbastar a pedra bruta. A primeira representa nossas resoluções espirituais: é o cinzel, que se aplica sobre a pedra com a mão esquerda lado passivo, e corresponde à receptividade, ao discernimento especulativo. A segunda é a vontade executiva, o malho, insígnia do mando, vibrado com a mão direita, lado ativo, relacionada com a energia atuante e a determinação moral donde inflama a realização prática.
Havendo o Aprendiz trabalhado na Pedra Bruta como Malho e o Cinzel, transformando-a num cubo imperfeito, cabe ao Companheiro (Grau 2), polir este cubo com o auxílio do esquadro, do Nível e do Prumo, tornando-a finalmente em pedra polida. Desbastadas as rudes arestas da personalidade, ainda como Aprendiz, cabe agora, ao Companheiro disciplinar suas ações através do conhecimento adquirido realizando contornos e nuances delicadas em seus psiquismos, fazendo então, do seu "eu", um cubo perfeito, a pedra polida que assim estará apta a ser utilizada na construção do edifico do Templo, isto é, a humanidade Perfeita.
É o instrumento de trabalho do Venerável Mestre e dos Vigilantes (na hierarquia os dois cargos logo abaixo do Venerável Mestre e que juntamente com ele dirige os trabalhos da loja). Nada mais é que uma espécie de malho, e como tal é símbolo da vontade, da força, do trabalho e da determinação. Um aspecto fundamental na utilização deste instrumento é o do discernimento e lógica que devem conduzir a vontade. Mesmo no mundo externo, o malhete continua com seu significado simbólico como simbolo da justiça, pois é a ferramenta usada pelo Juiz de Direito ao sentenciar um processo.
Também chamado de Triângulo Fulgurante, representa na Maçonaria o Supremo Criador de todas as coisas, cujo olho luminoso é o Olho da Sabedoria e da Providência, que observa tudo que vê e provê. Ele simboliza também, os atributos da Divindade: Onipresença, Onividência e Onisciência, que o verdadeiro maçom tem como lembrete divino de sua suprema relevância para sua vida. Não sendo efetivamente uma religião, a Maçonaria compreende e reverencia todas as crenças e cada crente maçom pode ter no Delta Luminoso a representação de todos os sentimentos de religiosidade. Ele é como uma lembrança para uma advertência permanente e solene, traduzida pela compreensão fraternal, que não procura sobrepor a importância de qualquer religião em particular, as demais profissões de fé.
Espiritualistas por princípio sabem os maçons, na interpretação do Triangulo Fulgurante, que há um Deus que tudo vê e por esta razão entendem que uma oportunidade de fazer o bem que deixam escapar , é uma eternidade que se lhes espera.
O Templo Maçônico
As reuniões dos maçons, ocorrem em lugares especialmente preparados para este fim, o qual chamamos de Templo Maçônico. Entretanto, o Templo Maçônico não é emblema de nenhum credo, religião, ou sistema de teosofia, mas sim local onde os maçons podem tratar seus assuntos, com respeito e disciplina.
O desenho original do Templo Maçônico tem origem no Parlamento Inglês, e todos os símbolos que existem no Templo Maçônico buscam refletir a devoção à Deus, à Pátria, à Família e, principalmente, ao trabalho.
Observe estas imagens de um Templo Maçônico, e poderá constatar que, naturalmente, não há nele nada que seja desonroso ou indigno, tampouco que explore o constrangimento ou a humilhação à qualquer homem devoto de Deus.
Os Ritos Maçônicos
Se denomina de rito maçônico um conjunto sistemático de cerimônias e ensinamentos maçônicos, esses variam de acordo com o período histórico, conotação, objetivo e temática dada pelo seu criador, os ritos hoje mais difundidos no mundo são: O rito de York, o rito Escocês Antigo e Aceito, e o rito Francês (ou Moderno). No Brasil se exercem todos esses, mais se destacam também o rito Brasileiro, o rito Adonhiramita e o rito Schröder.
ADONHIRAMITA: Criado pelo Barão de Tschoudy, ilustre escritor, em Paris, França no ano de 1766, de caráter místico e cerimonial, atualmente só em funcionamento no Brasil.
BRASILEIRO: Rito que se originou em 1878 em Recife, com o primeiro movimento maçônico brasileiro. Ficou adormecido até que em 1976 por iniciativa do Grão Mestre Lauro Sodré, deu o caráter de regular, legítimo e legal para o rito. Este sofreu ainda atualizações, para a sua forma atual.
RITO ESCOCÊS ANTIGO E ACEITO: Derivou-se do Rito de Heredon, em 1º de maio de 1786 foram fixados as regras e seus fundamentos, composto até hoje de 33 graus, atualmente é o rito mais difundido nos países latinos.
RITO ESCOCÊS RETIFICADO: Como o próprio nome afirma,este rito consiste numa reformulação do R.E.A.A. realizada em 1782 com o objetivo era retirar um conteúdo por alguns considerado desnecessários.
RITO DA ESTRITA OBSERVÂNCIA: Criado em 1764 pelo Barão Hund, com fundamento nas antigas "Ordens de Cavalaria". Era composto de 12 graus, esse rito deu origem aos ritos da Alta Observância e o da Exata Observância.
RITO FRANCÊS (MODERNO): A história deste rito se inicia em 1774, com a nomeação de uma comissão para se reduzir os graus, deixando apenas os simbólicos, no princípio houve uma forte oposição, então a comissão decidiu, deixar 4 dos principais graus filosóficos, com o decorrer do tempo, lojas adotaram o rito, hoje em dia é muito praticado na França e nos países, que estiveram sob sua influência.
RITO DE EMULAÇÃO (RITO DE YORK): Acredita-se ter sido criado por volta de 1743, foi levado a Inglaterra por volta de 1777, inicialmente foi composto de 4 graus, hoje possui 13, atualmente é o rito mais difundido no mundo.
RITO MIZRAIM (RITO EGÍPCIO): Acredita-se ter surgido na Itália em 1813, e em seguida foi levada a França por Marc, Michel e Joseph Bédarride, Mizr significa Egito em hebraico, e seus divulgadores afirmam ser derivado dos Antigos Mistérios Egípcios, possuem 90 graus, dividido em quatro classes.
RITO MEMPHIS (RITO ORIENTAL): Foi introduzido em Marselha(França) pelos Maçons Marconis de Négre e Mouret, no ano de 1838, esse rito dirige seus ensinamentos como o de Mizraim para a tradição Egipcia, compões-se de 92 graus, dividido em 3 séries.
RITO DE MEMPHIS-MIZRAIM: Rito criado com a reunião dos ritos de Mêmphis e Mizraim em 1899 no Grande Oriente da França.
RITO DE HEREDON (RITO DE PERFEIÇÃO): Iniciado em Paris, no ano de 1758.
SCHRÖDER (RITO ALEMÃO): Criado por Frederick Louis Schoröder, em 1766 na Alemanha, com a idéia da Maçonaria conter apenas a suas características fundamentais iniciais, sem nenhum acréscimo. Schröder estudou muito as origens maçônicas para compor este rito.
SWENDERBORG (RITO ILUMINISTA): Criado em 1721 pelo Sueco Emmanuel Swenderborg, grande iluminista, teósofo, filósofo, psicólogo, e físico, e estudioso dos mistérios maçônicos desenvolveu este rito com oito graus, e deu origem posteriormente aos ritos denominados de Iluministas.
A Organização Maçônica
A Maçonaria é, antes de tudo, uma associação voluntária de homens livres, cuja origem se perde na Idade Média, se considerarmos as suas origens Operativas ou de Ofício. Modernamente, fundada em 24 de junho de 1717, com o advento da Grande Loja de Londres, agrupa mais de onze milhões de membros em todo o mundo. É o mais belo sistema de conduta moral, que pretende fazer com que o Iniciado seja capaz de vencer suas paixões, dominar seus vícios, as ambições, o ódio, os desejos de vingança, e tudo que oprime a alma do homem, tornando-se exemplo de fraternidade, de igualdade, de liberdade absoluta de pensamento e de tolerância.
Em função disso, os objetivos perseguidos pela Maçonaria são: ajudar os homens a reforçarem o seu caráter, melhorar sua bagagem moral e espiritual e aumentar seus horizontes culturais. É uma sociedade fraternal, que admite a todo homem livre e de bons costumes, sem distinção de raça religião, ideário político ou posição social. Suas únicas exigências são, além da crença num único e verdadeiro Deus, que o candidato possua um espírito filantrópico e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição. Simbolicamente, o Maçom vê-se a si mesmo como uma pedra bruta que tem de ser trabalhada, com instrumentos alegóricos adequados, para convertê-la em um cubo perfeito, capaz de se encaixar na estrutura do Templo do Grande Arquiteto do Universo que é Deus.
Ela fundamenta-se na crença em um Ser Superior ou Deus, ao qual denominamos Grande Arquiteto do Universo, que é o princípio e causa de todas as coisas. Parece rígida em seus princípios, mas é absolutamente tolerante com todas as pessoas, ensinado aos iniciados que é mister respeitar a opinião de todos, ainda que difiram de suas próprias, desafiando a todos à mais sincera Tolerância. A Ordem não visa em hipótese alguma lucro ou benefício, pessoal ou coletivo.
A Maçonaria exige de seus membros, respeito às leis do pais em que cada Maçom vive e trabalha. Os princípios Maçônicos não podem entrar em conflito com os deveres que como cidadãos têm os Maçons. Na realidade estes princípios tendem a reforçar o cumprimento de suas responsabilidades públicas e privada.
A Ordem induz seus membros a uma profunda e sincera reforma de si mesmos, ao contrário de ideologias que pretendem transformar a sociedade, com uma sincera esperança de que, o progresso individual contribuirá, necessariamente, para a posterior melhora e progresso da Humanidade. E é por isso que os Maçons jamais participarão de conspirações contra o poder legítimo, escolhido pelos povos. Para um Maçom as suas obrigações como cidadão e pai de uma família, devem, necessariamente, prevalecer sobre qualquer outra obrigação, e, portanto, não dará nenhuma proteção a quem agir desonestamente ou contra os princípios morais e legais da sociedade.
Nas suas Lojas são expressamente proibidos o proselitismo religioso e político, garantindo assim a mais absoluta liberdade de consciência, o que lhe permite permanecer progressista, sobrevivendo às mais diversas doutrinas e sistemas do mundo. Curioso é perceber que sempre onde faltou a Liberdade, onde grassou a ignorância, foi aí que a Maçonaria foi mais contundentemente perseguida, tendo sido inclusive associada aos judeus durante o período de intenso anti-semitismo da Europa Ocidental, nos primeiro e segundo quartos deste século.
A transmissão dos preceitos Maçônicos se faz através de cerimônias ritualísticas, ricas em alegorias, que seguem antigas e aceites formas, usos e costumes, que remontam às guildas dos construtores de Catedrais da Idade Média, usando inclusive as mesmas ferramentas do Ofício de pedreiro. Este aprendizado passa pela necessidade de todo iniciado controlar as suas paixões, de submeter a sua vontade às Leis e princípios morais, amar a sua família e à sua Nação, considerando o trabalho como um dever essencial do Ser Humano. O sistema de aprendizado está assente sobre a busca, por parte de cada Irmão, no seu trabalho dentro da Ordem, e respectivo ao seu Grau, de um aperfeiçoamento interior, em busca da perfeição, para fazer-se um Homem bom, um Homem melhor.
A Maçonaria estimula a prática de princípios nobres, tais como: Gentileza - Honestidade - Decência - Amabilidade - Honradez - Compreensão - Afeto. Para os membros da Ordem todos os Homens, fazem parte da Grande Fraternidade Humana, portanto, todos são Irmãos, independentemente de Credo, Política, Cor, Raça ou qualquer outro parâmetro que possa servir para dividir os homens.
Desde a fundação da Grande Loja de Londres, em 24 de junho de 1717, as Lojas Maçônicas têm-se organizado em Obediências, sejam elas Grandes Lojas ou Grandes Orientes. Os Maçons estão reunidos em Lojas, que se reúnem regularmente uma vez por semana. A verdadeira e antiga Maçonaria, divide-se em três Graus Simbólicos que compõem as Lojas Azuis:
Aprendiz   •   Companheiro   •   Mestre
Em regra as Grandes Lojas recebem reconhecimento da Grande Loja Unida da Inglaterra, que se arroga o direito de guardiã da ortodoxia maçônica, de evidente cunho teísta, enquanto que os Grandes Orientes, são reconhecidos pelo Grande Oriente da França, fiel ainda à constituição de Anderson de 1723, com evidente influência iluminista, e caracterizado por uma profunda tolerância.
Porém esta regra não é universal, até porque não existe uma autoridade internacional que confira essa tal regularidade Maçônica.
Os Princípios da Maçonaria
Os ensinamentos maçônicos orientam seus membros a se dedicar à felicidade de seus semelhantes, não só porque a razão e a moral lhes impõem tal obrigação, mas também porque esse sentimento de solidariedade os faz irmãos, com base nos seguintes princípios:
A Maçonaria proclama a existência de um Princípio Criador, ao qual, em respeito a todas as religiões, denomina Grande Arquiteto do Universo;
A Maçonaria não impõe limites à investigação da verdade e, para garantir essa liberdade, exige de todos a maior tolerância;
A Maçonaria é acessível a homens de todas as nacionalidadesraçasclasses sociais e crenças, quer religiosas ou políticas, excetuando as que privem o homem da liberdade de consciência, da manifestação do pensamento, restrinjam os direitos e a dignidade da pessoa humana e exijam submissão incondicional;
A Maçonaria, além de combater a ignorância em todas as suas modalidades, constitui-se numa escola, impondo-se o seguinte programa: obedecer às leis democráticas do País, viver segundo os ditames da honra, praticar justiça; amar ao próximo e trabalhar pelo progresso do homem;
A Maçonaria proíbe em seus Templos toda discussão sobre matéria partidária, política ou religiosa, recebe os homens qualquer que sejam as suas opiniões políticas ou religiosas, humildes, embora, mas livres e de bons costumes.
A Amizade na Maçonaria
A amizade é uma virtude pura e desinteressada, é livre e espontânea; é um carinho cheio de abnegação, um laço indivisível muito estreito; é um sentimento muito fundo, firme e duradouro.
Por isso, os antigos Romanos simbolizavam a amizade como uma jovem vestida de branco, coroada de mirto e de flores, levando em sua mão direita dois corações encadeados, enquanto que sua mão esquerda assinalava seu peito aberto até o coração: Ali se lia "de perto e de longe", em sua frente "inverno e verão" e na franja de sua túnica "a morte e a vida".
Dali que Cicerón precisou que "a amizade é eterna" e que "o amigo certo se conhece no fato incerto".
Como os raios do Sol, a amizade vivifica na noite da incerteza, porque é amor e é caridade, é bem-estar para quem recebe seus eflúvios.
A amizade é um princípio básico na Maçonaria porque é união de vontades, é atração de afinidades e eleva o espírito para uma meta comum. Rechaça de plano a hipocrisia, não gravita nos depósitos de lixo da intriga, e é que a amizade é sempre fiel servidora e conselheira, não se arreda diante do infortúnio nem se esgota diante do temor.
Para avalizar estas premissas vale destacar que a Amizade não aceita a mentira, a trapaça, a omissão, o furto da lealdade, o desvio de metais a traição e a deslealdade maçônico-administrativa.
Ressalte-se isto porque nem as explicações mais esfarrapadas, nem as mentiras deslavadas e verdades falseadas poderão retornar a confiança depois de perdida.
Preserve sempre a amizade verdadeira que tenhas. É o maior bem que um homem honesto possa ter. Nenhum dinheiro, cargo ou outra coisa qualquer pode ser trocado por um amigo sincero.
Sabes que, a amizade é hospitalidade e a hospitalidade é a cortesia do coração. A amizade não ignora os problemas do amigo, é dar calor quando o mundo se mostra frio e é ser forte quando o amigo estremece.
Sabes que, a amizade é capaz de qualquer sacrifício, inclusive o de chegar ao heroísmo. É capaz de arrastar e até de esquentar as terras geladas.
Sete letras dão forma à palavra AMIZADE, mas o assunto não é quantidade: é qualidade, é espírito. Procurar seu significado em um dicionário seria difícil, por não dizer impossível, e é que só aquele que a recebe em forma sincera e clara tem a capacidade para interpretá-la com o coração, com exatidão certeira.
A amizade desterra a inveja que gera o egoísmo rasteiro, rechaça a mediocridade e a mentira. Bem o dizia Fenelón: "se queres fazer juízo de um homem observem quem são seus amigos".
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A Academia Superior Maçônica do Brasil - A.S.M.B.
A Academia Superior Maçônica do Brasil - A.S.M.B. - é uma instituição respeitada e tradicional na Maçonaria Brasileira, prestando um importante serviço de orientação e suporte às Lojas Maçônicas espalhadas pelo País, além de auxiliar o esclarecimento de dúvidas de não-iniciados de todas as partes do mundo.
Auxiliando as Lojas na avaliação de candidatos potenciais, a A.S.M.B. vêm trabalhando constantemente pelo crescimento quantitativo e qualitativo da Ordem Maçônica, enriquecendo suas colunas com Irmãos úteis e dedicados, dispostos a prática do bem e ao aprimoramento de nossa sociedade.
Atuamos na região da Grande São Paulo, onde problemas como o trânsito caótico e a segurança pública impedem os maçons e as Lojas de cumprirem as obrigações maçônicas de avaliar cuidadosamente cada candidato interessado em ingressar à Maçonaria.
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